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Telecom

Tendências 2007: o que esperar em telecom

Por Ana Paula Oliveira, do COMPUTERWORLD

27 de dezembro de 2006 - 08h45
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5- Convergência real e irrestrita

A tendência, que já é tida como certa há alguns anos, nunca esteve tão perto de virar realidade quanto agora. Com a consolidação do mercado de telecomunicações, fica cada vez mais fácil oferecer aos usuários residenciais e corporativos pacotes que integrem voz, dados e imagem.

A Brasil Telecom e a Telemar já saíram na frente na exploração dessas sinergias, mas grupos de peso como a Telmex e a Telefônica ocuparam, ao longo de 2006, posições claras no tabuleiro da convergência.

Do lado dos mexicanos, Embratel e Claro lançaram, ainda que de forma tímida, uma parceria para os clientes móveis que usarem o 15. A NET preferiu adotar uma estratégia mais agressiva e já está oferecendo triple play usando a rede da Embratel.

De acordo com Francisco Valim, presidente da operadora, a meta é oferecer o pacote a 4,5 milhões de domicílios brasileiros ao longo do ano que vem. Como todo bom flamenco espanhol, a estratégia da Telefônica começou discreta, mas hoje já mostra explicitamente a que veio.

A operadora, que já conta com telefonia local e banda larga em São Paulo, além de possuir metade da Vivo, decidiu neste ano comprar parte da TVA e entrar na briga pelo WiMax. Ainda neste mês lançou a primeira oferta conjunta para os assinantes de banda larga – Speedy – e clientes Vivo. Ao que tudo indica, 2007 trará a convergência para a porta de grande parte dos lares brasileiros.

6 – Mais uma sigla, mesmo mundo IP

Depois da oferta única de serviços distintos como voz, dados e imagem, a próxima etapa tecnológica que suportará a evolução da convergência é uma única rede 100% IP, de onde sairão soluções diferenciadas conforme a necessidade de cada usuário. Ou seja, mesmo que sejam oferecidos de forma integrada, hoje os serviços convergentes ainda trafegam em redes distintas, dentro da mesma empresa ou de parceiros. O futuro, tudo indica, terá apenas uma plataforma.

Nomeada antes como rede de próxima geração (NGN), essa estrutura agora é viabilizada pela sigla IMS, do inglês IP Multimedia Subsystems. Muitas operadoras já estão investindo na evolução das suas redes, mas tudo indica que esses aportes de capital devem se intensificar a partir de agora. Estimativas do Gartner revelam que até 2009 teles em todo o mundo irão gastar até 3,7 bilhões de dólares em plataformas IMS. Outro levantamento feito pela ABI Research afirma que até 2011, as receitas globais geradas com aplicações baseadas em IMS podem chegar a 50 bilhões de dólares.

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