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Tecnologia atrapalha intercâmbio de entre emissoras de TV do Mercosul

Questão do sinal, do custo do satélite e do tipo de linguagem técnica são alguns dos itens que a Radiobrás ressalta como empecilhos.

Por COMPUTERWORLD

05 de janeiro de 2007 - 13h10
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Uma das dificuldades para a troca de programas entre as emissoras públicas de televisão do Mercado Comum do Sul (Mercosul) está relacionada a questões tecnológicas. “Tem o problema de sinal, do custo do satélite e do tipo de linguagem técnica”, destaca a chefe do Departamento de Telejornalismo da Radiobrás, Maria Alice Lussani.

O assunto será discutido no seminário “A Comunicação Pública no Processo de Integração Regional”, que reunirá, em Buenos Aires (Argentina), cerca de 100 gestores de emissoras de TV, rádio e agências de notícias dos países do Mercosul.

Maria Alice explica que, por meio de convênios entre emissoras públicas, esse intercâmbio acaba saindo de graça. Segundo ela, a transmissão por satélite custa, em média, US$ 500 por 10 minutos. “Para que o intercâmbio se torne diário é preciso desenvolver um sistema que não seja igual ao atual, porque esse é caro e não leva à integração. Ele desintegra, não facilita”.

Maria Alice destaca, no entanto, que com o desenvolvimento da tecnologia esse processo está ficando mais barato.

O coordenador-geral substituto da TV Brasil - Canal Integración , Adriano de Angelis, concorda que exista uma dificuldade tecnológica para a troca de conteúdo. “Existe uma pequena dificuldade, mas que é transposta por meio da conversão tecnológica”, afirma Angelis. A TV Brasil - Canal Integración é um canal público internacional do Estado brasileiro voltado para a integração sul-americana.

Segundo ele, a troca de conteúdo da TV Brasil com outras emissoras de televisão da América Latina ocorre de graça. “A gente disponibiliza o nosso sinal gratuitamente. Ele está no satélite e qualquer pessoa que tem um receptor digital pode receber e exibir livremente a nossa programação”, afirma.

Outra emissora que também disponibiliza sua programação de forma gratuita para emissoras públicas, privadas, televisões educativas e comunitárias da América Latina é a Telesur, sediada na Venezuela. Ela é uma empresa interestatal de televisão, que tem como sócios Argentina, Bolívia, Cuba, Uruguai e Venezuela.

“O sinal da Telesur é livre, gratuito. Simplesmente com as coordenadas de satélite que damos, qualquer um pode pegar nossa programação”, diz a diretora de assuntos internacionais da Telesur, Esther Hernández Rosas.

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