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Incêndio iniciado por celular deixa homem gravemente ferido

Investigadores classificaram o acidente como “bizarro”; ainda não há notícias sobre recall de baterias nem detalhes sobre o aparelho usado pelo norte-americano.

Por COMPUTERWORLD

16 de janeiro de 2007 - 16h30
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ATUALIZADO 24/01/07 - A Nokia, fabricante do celular que teria iniciado o incêndio, enviou dois engenheiros elétricos para investigar o caso. O bombeiro responsável, Bill Tweedy, voltou atrás em suas declarações dizendo que não foi o celular que iniciou o incêndio.

Luis Picaso, um morador da cidade Vallejo, na Califórnia, Estados Unidos, sofreu queimaduras graves e teve seu apartamento severamente atingido por um incêndio que, tudo indica, se iniciou no telefone celular dentro do bolso de sua calça enquanto ele dormia.

Picaso, 59 anos, sofreu queimaduras de segundo e terceiro graus em mais de 60% do seu corpo, incluindo seu peito e braços, no incêndio acontecido no último sábado, informa Bill Tweedy, investigador do corpo de bombeiros da cidade. A vítima está em condição crítica, segundo a porta-voz do Davis Medical Center, da Universidade da Califórnia, onde Picaso está internado.

O incêndio causou danos estimados em 30 mil dólares e só foi contido com a ajuda do sistema automático de combate de incêndio do prédio. Luis Picaso foi encontrado no banheiro do apartamento. Durante a investigação, nada foi encontrado que pudesse ter iniciado o incêndio. “A única fonte possível de eletricidade era o telefone celular”, afirma Tweedy.

O investigador confirmou que o telefone era novo e que não se tratava de um smart phone, mas se recusou a revelar a marca do aparelho. “Não é o tipo de acidente que necessite de um recall. É apenas um problema de mau-funcionamento”, afirma. E complementa: “O telefone estava no bolso da calça e, por estar pressionado contra a cadeira, ficou com um botão sendo apertado constantemente. Como a energia ficou passando para o telefone, ele superaqueceu”.

A situação ficou ainda mais complicada graças ao fato das calças de Luis Picaso serem de poliéster, que pegaram fogo rapidamente, se alastrando para sua jaqueta de nylon, que também ficou em chamas, e o incêndio se estendeu para a cadeira de plástico.

Tweedy destacou que o exame de sangue revelou que Luis Picaso tinha quatro vezes o limite de álcool permitido no estado.

“Acredito sinceramente que tenha sido apenas um bizarro acidente”, resumiu Tweedy. “A lição a ser aprendida é que o telefone celular, assim como qualquer equipamento elétrico, pode sofrer curto circuito ou problemas de funcionamento”.

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