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Telecom

Escândalos de espionagem continuam a pressionar Telecom Italia

Carta de Tronchetti Provera negando participação em espionagem não impede que imagem da companhia fique abalada

Por COMPUTERWORLD

23 de janeiro de 2007 - 18h25
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A Telecom Italia se mantém sob pressão esta semana na medida em que continuam a surgir revelações sobre o escândalo da suposta espiongame ilegal promovida pelo departamento de segurança da operadora italiana.

Especialistas afirmam que o escândalo vai inevitavelmente afetar a imagem da companhia por um certo período. Uma nova etapa do escândalo surgiu ontem na imprensa quando Marco Tronchetti Provera, que comandava a companhia na época da suposta espionagem, negou conhecimento de qualquer das atividades ilegais.

Em uma carta publicada no jornal La Stampa, Provera afirma que "nunca em sua vida ou no curso de sua atividade profissional" ele atuou de forma contrária à lei ou deu instruções nesse sentido.

Ele também negou a acusação da Justiça italiana de que tenha usado os recursos da Telecom Italia para espionar políticos, empresas rivais, jornalistas ou autoridades.

A carta de Provera, entretanto, não conseguiu convencer o jornalista Massimo Mucchetti, editor do Corriere della Sera, que supostamente teria sofrido espionagem em função dos artigos que escreveu sobre a companhia no jornal italiano. Em uma carta publicada no jornal de Milão, o editor afirma que Provera pressionou o jornal a destitui-lo do cargo.

Detalhes do escândalo da espionagem que estão sendo publicados na imprensa são provavelmente apenas "a ponta do iceberg" mas são suficientes para minar a confiança na companhia, afirma Stefano Zanero, consultor de tecnologia independente.

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