Telecom
Presidente da China quer melhor regulação da internet no país
Presidente Hu Jintao quer promover uma 'cultura online saudável' no segundo maior mercado de internet do mundo, refinando a censura no país.
Por IDG Now!
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O presidente da China, Hu Jintao, pediu a companheiros de liderança chineses que criem uma “cultura online saudável” através de uma regulação melhor, segundo divulgado pela mídia estatal na quarta-feira (24/01).
Em conversa com um grupo de estudos da internet do Partido Comunista da China, Hu disse “nós devíamos espalhar mais informação que seja de bom gosto e promover produtos online que representem a grande cultura chinesa”, segundo noticiado na versão em inglês do site do People’s Daily, o jornal oficial do partido.
Os comentários do presidente foram feitos um dia após o China Internet Network Information Centre (CNNIC) divulgar seu relatório anual dos usuários de internet do país, estimando que o número atual de internautas - conceito que define uma pessoa com mais de seis anos de idade que gasta, em média, pelo menos uma hora por semana na web - seja de 137 milhões de chineses, quase 10% da população do país.
Desde 1996, a China bloqueia o acesso a sites estrangeiros considerados política ou socialmente inaceitáveis, como os que promovem a independência do Tibete, de Taiwan ou de Xinjiang ou a seita proibida Falun Gong; sites de notícias como o da BBC em inglês e em chinês; e sites de informação incluindo as versões em inglês e chinês da Wikipedia - embora a versão em inglês tenha ficado disponível por cerca de um mês no ano passado.
A China também processou ativistas políticos que publicaram informações pró-democracia e contra o governo na rede. A abordagem do país em relação à web já causou confusão com empresas estrangeiras em controvérsias por conta da censura e das restrições à liberdade de expressão online.
Na última semana, as empresas Microsoft, Google, Yahoo e Vodafone concordaram em criar um código de conduta em cooperação com ONGs (organizações não-governamentais) para promover a liberdade de expressão e o direito à privacidade na rede.
A lista das ONGs inclui o Berkman Center for Internet & Society, da escola de Direito da Universidade de Harvard; Business for Social Responsibility; Electronic Frontier Foundation; Direitos Humanos na China; e Repórteres Sem Fronteiras.
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