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Nova gestão da Brasil Telecom redesenha setor de TI da companhia

Número de fornecedores, que era de cerca de 490 empresas, caiu para menos de 60 e setor foi integrado ao planejamento estratégico de telecomunicações.

Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD

31 de janeiro de 2007 - 18h15
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A nova gestão da Brasil Telecom, que completou um ano à frente da operadora no final de setembro, afirma ter "redesenhado o setor de tecnologia da informação" da companhia. De acordo com Ricardo K, como o presidente da operadora é conhecido, "hoje se pode dizer que TI é tratada de forma vanguardista dentro da empresa".

A reestruturação seguiu a renegociação de contratos na área principal da empresa, que é a de redes, cujo objetivo principal era reduzir custos e tornar a escolha dos fornecedores mais transparente. "Hoje essa é uma empresa que faz leilão reverso para qualquer compra. Antes, 86% delas eram feitas sem licitação", disse o executivo, em encontro com a imprensa.

Segundo ele, a nova administração encontrou a companhia com 230 sistemas diferentes, "dos quais 63 vitais" e cerca de 490 fornecedores. Hoje, a empresa reduziu o número de fornecedores para "menos de 60", segundo Ricardo K, dos quais "algumas dezenas são novos fornecedores", com quem a companhia não tinha negócios. "Não temos dependência de nenhum fornecedor", reiterou.

De acordo com o presidente, a atual gestão "encontrou uma situação bastante complicada" na área de TI e, por isso, decidiu designar para a divisão "alguém que tocasse TI com a visão do cliente". O escolhido foi Daniel Nardelli Júnior, que ocupava  diretoria da filial Brasília da companhia e, portanto, era um cliente do departamento.

Segundo Ricardo K, quatro mudanças básicas foram responsáveis pelo redesenho do departamento: entender o que era prioritário, criar metas internas de prazo, concentrar o número de fornecedores e integrar TI com o negócio principal.

Hoje, segundo ele, a área de TI trabalha em conjunto com o planejamento estratégico de telecomunicações. "Isso gerou um ganho brutal de eficiência", afirmou. Ele disse ainda não ter, no entanto, compilado as economias da reestruturação em custos para a companhia. Até o início de março, quando a empresa realiza um Investor's Day, em Brasília, ele espera ter esses números para apresentar.

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