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Começa hoje período de reserva de ações da GVT

Caso encontre demanda para lote adicional, captação da companhia poderá superar 1 bilhão de reais. Preço da ação será fixado no dia 14 deste mês.

Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD

05 de fevereiro de 2007 - 12h40
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A GVT, operadora de telefonia criada por fundos de investimento como IDB e Magnum, dá início hoje ao período de reserva da oferta de ações na qual pretende vender 52 milhões de papéis com direito a voto e ingressar no Novo Mercado da Bovespa. O período de reserva se encerra no dia 13 de fevereiro e as ações começam a ser negociadas no dia 16 deste mês.

Com base no preço das ações, entre 11 e 16 reais, a companhia poderá captar entre 572 milhões de reais e 832 milhões de reais. O preço vai ser fixado no dia 14 de fevereiro por meio de bookbuilding (sistema que apura as intenções de compra de ativos). Caso, entretanto, exista demanda para o lote adicional, a captação poderá superar 1 bilhão de reais. A operação é coordenada pelos bancos Credit Suisse e UBS Pactual.

Além de colocar em circulação 39,7% do seu capital, a GVT vai converter em ações dívidas que têm hoje com alguns credores como os bancos ABN Amro Bank e Nortrust Nominees. Por isso, os atuais controladores, reunidos na holding Global Village Telecom, que hoje detêm 100% da companhia, ficarão com 25,8% do total.

A companhia foi criada em 1999 para concorrer como "empresa-espelho" com a Brasil Telecom nas regiões Sul, Centro-Oeste e Norte. Ela também obteve licença da Anatel para operar telefonia local e de longa distância nas cidades de São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro e hoje controla o provedor de acesso grátis POP, além de atuar na telefonia sobre o protocolo internet (IP) com a marca Vono.

O registro de companhia aberta foi concedido pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em junho do ano passado, mas a companhia perdeu prazos para a entrega da documentação da oferta pública e teve de reiniciar o processo em dezembro passado.

Segundo informações fornecidas à CVM, a GVT obteve seu primeiro lucro líquido anual em 2005, de R$ 124,34 milhões, enquanto no ano anterior registrou perdas líquidas de R$ 74,43 milhões. A receita líquida foi de R$ 654,2 milhões naquele ano, com crescimento de 21% sobre a registrada no ano anterior.


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