Telecom
Baixo custo e baixo preço será lema da Unicel no Brasil
Investidores americanos planejam aplicar até 1 bilhão de dólares no País em telecomunicações. Aporte inicial da operadora será 150 milhões de dólares.
Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD
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Os fundos de investimento americanos que estão por trás da Unicel, companhia que hoje foi a única a apresentar proposta para operar telefonia celular na região metropolitana de São Paulo, tem planos de aplicar até 1 bilhão de dólares no País no longo prazo. No caso da operação de celular, a meta será manter controle nos custos para ser uma operadora de baixo preço ao usuário.
Em um primeiro momento, o investimento inicial da operadora - que será a quarta a atuar na região metropolitana - será de 150 milhões de dólares, segundo Luís Roberto Ferreira, consultor da companhia EDJ8 Participações, criada pelo executivo Edward Jordan e os investidores.
Segundo Ferreira, que foi diretor de tecnologia da Brasil Telecom e também atuou na Telebrás, a idéia da nova operadora é semelhante à da companhia aérea Gol: "baixo custo e baixo preço". "A companhia vai controlar os custos e repassar isso ao usuário", afirmou, em entrevista ao Computerworld.
Para conseguir manter os gastos sob controle, disse ele, a operadora "não vai fazer muito marketing nem vai subsidiar aparelhos". O objetivo, de acordo com o consultor, é que os preços da Unicel sejam entre 30% e 40% mais baixos que a média do mercado".
Segundo ele, a operadora, mesmo antes de assinar o termo de autorização junto à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), já está em "testes técnicos" com a Ericsson para a montagem da rede. "É possível colocar a empresa em operação em seis a oito meses depois da assinatura", prevê. A Anatel exige que ela entre em operação até 12 meses após a celebração do termo.
Além da operação de celular da Unicel, os investidores da EDJ8 planejam atuar em outras áreas das telecomunicações brasileiras, cujos detalhes, entretanto, Ferreira afirmou ainda não deter. Por isso, além do investimento inicial, o grupo projeta injetar até 1 bilhão de dólares no País. "Parece razoável em um país que tem espaço para crescer e não tem inflação aplicar um investimento desse porte", afirmou o consultor.
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