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Telecom

Nokia e Motorola mantêm disputa pela liderança no mercado de celulares

Já em início de operação, rede GSM da Vivo chega como fator de desequilíbrio na eterna disputa pela liderança de venda de celulares cobiçada pela Nokia e Motorola

Por Ana Paula Oliveira, do COMPUTERWORLD

09 de fevereiro de 2007 - 14h20
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O setor de telecomunicações já começa o ano de 2007 com um marco bastante positivo, finalmente chegando à barreira dos 100 milhões de usuários de celulares segundo números divulgados pela Anatel no início deste mês (o número oficial, na verdade, é de 99,9 milhões, de acordo com agência). Embora o dado não apresente nenhuma surpresa visto que dezembro é tradicionalmente um dos meses que mais resulta em crescimento da base, a informação vem coroar a tese de que embora a saturação da telefonia móvel esteja próxima, ainda existem bons nichos a serem explorados.

Uma destas raras e boas oportunidades, sem dúvida, é a entrada em operação da rede GSM da Vivo. A saída encontrada pela operadora CDMA para resolver seus problemas de cobertura e pavimentar seu futuro cenário acionário também vem chacoalhar o mercado das fabricantes de aparelhos. Embora mundialmente a Nokia não abra mão de sua liderança, nem com a ação cada vez mais intensa das companhias asiáticas, por aqui, dado o tamanho da base CDMA da Vivo, a briga sempre ficou entre a empresa finlandesa e a norte-americana Motorola.

Tamanha era a disputa pelo mercado brasileiro que, mês a mês, a liderança era cobiçada pelas duas fabricantes como se elas estivessem partindo do zero. E é esse tênue equilíbrio que pode estar em xeque com a ida da Vivo para o padrão GSM. Para a Motorola, que também fabrica aparelhos GSM mas é conhecida regionalmente de forma mais vinculada ao padrão CDMA, isso pode ser um ponto contra. Mais ainda depois das últimas informações financeiras divulgadas pela empresa, com resultados fiscais do último trimestre de 2006 bem abaixo do que havia sido estimado antecipadamente.

Segundo a companhia, “o motivo foi um mix de vendas desfavorável geograficamente no mercado de telefonia móvel” – o que quer que isso queria dizer. As vendas, que segundo projeções feitas pela própria empresa, poderiam ficar entre 11,8 bilhões de dólares e 12,1 bilhões de dólares, giraram em torno de 11,6 bilhões de dólares no último trimestre, não ultrapassando o patamar mínimo anterior, na casa dos 11,8 milhões de dólares.

A meta mundial da Motorola agora é rever estratégias para melhorar a lucratividade da empresa, e, se possível, ampliar o foco em mercados emergentes, já que nos países desenvolvidos a saturação da base já é um fato concreto. Tudo isso torna o desafio da atuação no País ainda maior. Para Enrique Ussher, presidente da Motorola no Brasil, o cenário mais claro para este ano é aquele que indica que as operadoras estão com foco total na rentabilidade. “Essa é a tendência que sempre predominou no mercado de consumo e uma peça importante nas vendas do varejo”, analisa.

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