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Nokia e Motorola mantêm disputa pela liderança no mercado de celulares

Por Ana Paula Oliveira, do COMPUTERWORLD

09 de fevereiro de 2007 - 14h20
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Na avaliação de Ussher, a ida da Vivo para GSM coloca a operadora exatamente no mesmo patamar de suas concorrentes, mas o excutivo vê esse movimento acontecendo de forma bastante gradual. “Isso sem dúvida deve ‘empatar’ o ritmo do mercado, principalmente quando se pensa na complexidade dos aparelhos, que talvez terão de funcionar em quatro bandas distintas. Isso ainda não existe no setor”, pondera o executivo.

A aposta do presidente da Motorola quando se trata do mercado nacional é a consolidação que ainda pode acontecer entre os players. “Quando o cenário é tão indefinido a esse ponto, fica claro que as mudanças serão muitas. E não só para as fabricantes, mas também para as próprias operadoras”, prevê Ussher.

Concorrência multifacetada
Para os que acham que a nova rede GSM da Vivo deixa a Nokia em posição confortável, segue um alerta: a batalha ainda está longe de terminar. Se do lado da Motorola a grande aflição do conselho é como a empresa fechará os números do último ano fiscal, na Nokia o problema é outro – bem mais em cima.

Disposta a concentrar esforços na liderança mundial de handsets e principalmente smartphones, a fabricante finlandesa decidiu se separar de sua área de infra-estrutura, que, por sua vez, uniu forças com a divisão gêmea pertencente à alemã Siemens, formando uma nova companhia de redes.

O movimento foi recebido de forma positiva pelo mercado, que já esperava ações desse tipo dada a onda de consolidações na área de infra-estrutura, liderada principalmente pela criação da Alcatel-Lucent. O que não se esperava, no entanto, era que em meio ao processo de fusão entre finlandeses e alemães fossem descobertas fraudes nos números da Siemens.

A aliança que começou com o pé direito está agora empacada em meio às investigações que buscarão a origem das fraudes, o impacto das mesmas nos números reais da Siemens e até onde isso pode atingir a decisão da Nokia de continuar ou não se aliando a uma empresa com problemas éticos. Somente esse já é um grande desafio interno da companhia.

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