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Telecom

Operadoras admitem que IPTV demora a emplacar no Brasil

Falta de escala em todo o mundo e investimentos necessários para adequar redes tornam modelo de negócios inviável, segundo as teles.

Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD

12 de fevereiro de 2007 - 18h44
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As operadoras de telefonia começam a admitir que a oferta de TV em seu pacote de serviços - que elas consideram uma necessidade para fidelizar o cliente - não acontecerá pelas redes de cobre pelas quais hoje oferecem a banda larga aos seus clientes, nas linhas digitais conhecidas pelas siglas ADSL.

Duas das concessionárias de telefonia fixa reconheceram, hoje, que a oferta da IPTV ainda não emplacou em nenhum lugar do mundo e que, por isso, pdoe demorar mais do que se esperava para chegar ao cliente brasileiro.

O presidente da Brasil Telecom, Ricardo Knoepfelmacher, chegou a afirmar, em encontro com a imprensa há pouco, que "o modelo de IPTV não se sustenta nem no Brasil nem em nenhum lugar do mundo".

A companhia faz testes com um grupo de 300 usuários em Brasília desde o final do ano passado e, de acordo com o presidente, estará pronta para lançar o serviço neste semestre, mas isso não significa que vá fazê-lo. "Os testes vão nos permitir avaliar quanto o cliente está disposto a pagar por esse serviço", afirmou.

Mas ele já admite que "o modelo de negócios de vender um filme ou um só programa não se sustenta". A oferta sob demanda, como é a que está sendo testada hoje na Brasil Telecom, é a única hoje permitida pelas regras da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

A Telemar também partilha da mesma opinião. Luiz Eduardo Falco, presidente da operadora, afirmou que a companhia também faz testes de IPTV, mas a operadora "não vê necessidade tão grande de lançar o produto em massa agora". Segundo ele, a Telemar "ainda está tentando criar o modelo de negócios", já que esse não é um serviço que tenha atingido grande número de clientes em nenhum lugar do mundo.

Ricardo K, como o presidente da Brasil Telecom é conhecido, afirmou que as operadoras "têm de colocar o pé no chão" e perceber que a penetração de banda larga é muito baixa no país e que a oferta de programação televisiva exige velocidades mais altas que as oferecidas no serviço atual de navegação pela web, o que também demandaria investimentos das operadoras em suas atuais redes.

A Telefônica, que não estava presente ao encontro com a imprensa há pouco, já informou publicamente a intenção de ter oferta de TV em todos os meios possíveis - fio de cobre, cabo ou satélite -, mas suas recentes iniciativas nessa área só contemplam o cabo e o satélite.

A companhia assinou uma parceria comercial com a DTHi no final do ano para oferta conjunta de TV via satélite. Além disso, a Telefônica anunciou um acordo para adquirir participação minoritária na TVA, de cabos e microondas (MMDS).


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