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NET: não há urgência em alterações nas leis de comunicação

Quem quer mudar a lei é quem tem interesses próprios, aponta Francisco Valim, presidente da NET. Segundo o executivo, o governo deveria neste momento 'ratificar a posição das teles nas áreas que elas já têm monopólio'.

Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD

12 de fevereiro de 2007 - 19h27
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As leis que regem o setor de comunicações no Brasil não demandam alterações urgentes, apenas eventuais ajustes que podem ser feitos futuramente. Essa é a opinião do presidente da NET Serviços de Comunicação, Francisco Valim, ao comentar o tema do debate realizado na semana passada, em Brasília, que reuniu representantes de operadoras de telecomunicações.

O executivo, que não conseguiu chegar ao evento em virtude das fortes chuvas que caíram sobre São Paulo na última quinta-feira (08/02), aponta que os ajustes mencionados, porém, poderiam ser feitos pela própria Anatel, sem necessidade de mudanças. “Quem quer mudar a lei é quem tem interesses próprios. Nós somos obedientes a essa lei e não fazemos parte daqueles que ‘escolhem’ quais leis obedecer”, comentou em entrevista ao COMPUTERWORLD.

Valim acredita que o governo deveria neste momento “ratificar a posição das teles nas áreas de concessão que já detêm monopólios e não ampliá-las”. “Não vejo clemência nessas solicitações de alteração da lei. Essa idéia de modificação só surgiu quando a competição por telefonia se estabeleceu. Não é uma solicitação da sociedade, o mercado já está sendo atendido”, diz.

Segundo o executivo, o conselho ministerial proposto pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa, para equilibrar as decisões do setor é positiva, se aliado a um outro grupo econômico que se reúne periodicamente para dar sugestões ao setor. Valim também cita a necessidade de uma agência reguladora mais forte.

Questionado sobre as estratégias da NET para brigar pelo mercado, sobretudo após a Telefônica ter feito a proposta de compra da TVA, o executivo foi enfático: a companhia não mudará seus planos. “A Telefônica se sentiu pressionada e resolveu entrar em um mercado que não é dela por competência e não é por determinação. Continuaremos com nossa estratégia normal de negócios”, disse.

A NET pretende ter, até o final deste ano, 90% de sua rede equipada com cabos bidirecionais, necessários para a oferta de banda larga e telefonia. Segundo a companhia, esses segmentos são os motores do seu crescimento nesse momento e, por isso, a competição com as operadoras deve se acirrar.

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