Telecom
Participação da Telefônica na Telecom Itália não deverá afetar TIM Brasil, diz presidente
Para o presidente da TIM, Mario Cesar Araujo, a eventual aquisição pela Telefônica de uma participação minoritária na Olimpia não deverá ter reflexos na operação da TIM no Brasil.
Por Carmen Lucia Nery, especial para o COMPUTERWORLD*
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O presidente da TIM, Mario Cesar Araujo, disse nesta terça-feira (13/02) em entrevista exclusiva ao COMPUTERWORLD durante o 3GSM World Congress, que acredita que a eventual aquisição pela Telefônica de uma participação minoritária na Olimpia, holding pertencente ao grupo Pirelli que detém o controle da Telecom Itália, não deverá ter reflexos na operação da TIM no Brasil. “A Telefônica estaria adquirindo uma participação como investidor e, como tal, não terá acesso aos ativos das operadoras”, entende o presidente da TIM.
Ele acredita também que a venda da TIM está praticamente descartada e não será decidida na próxima reunião do Conselho de Administração da Telecom Italia, marcada para esta sexta-feira (16/02) e que deve oficializar a reestruturação da empresa com a separação das operações fixa e móvel.
A expectativa de Araujo é que a venda venha a ser analisada numa próxima reunião dentro de algumas semanas. A Telecom Italia recebeu uma proposta inicial de 8 bilhões de dólares da América Móvil, que teria sido elevada depois para 10 bilhões de dólares, e teria recebido também uma proposta verbal da Brasil Telecom, mas o grupo italiano só informou ter recebido duas propostas e não forneceu os nomes dos interessados.
Ele voltou a lembrar que em sua visita recente a Itália participou de uma reunião de planejamento com 45 executivos e que não sentiu a disposição de venda da empresa. Da mesma forma, não encontrou um clima hostil entre os executivos Carlos Bora e Ricardo Ruggiero, que têm posições antagônicas acerca da venda da TIM Brasil. “A relação entre os dois é a melhor possível e em momento algum vi a vontade de vender a TIM Brasil. Discutimos o planejamento 2007/2009 e já marcamos reuniões de avaliação de resultados a partir do Brasil”, reitera.
Mario citou alguns dos desafios no Brasil como a disposição de não permitir que a Anatel licite de forma separada e antecipada a freqüência de 1.9 GHz, como está previsto na consulta publica do serviço. A freqüência favorece os planos da Vivo de construir redes em Minas Gerais e no Nordeste. “O nosso entendimento é que a Anatel deve licitar a freqüência de 1.9 GHz junto com as freqüências de 3G pois, caso contrário, vai artificialmente mudar a competitividade do setor”, diz.
Ele comentou também a disposição da empresa em disputar o leilão do WiMax. O plano da empresa é usar a tecnologia para oferecer banda larga móvel dentro de uma estratégia de convergência.
A estratégia de implementação da rede seria a mesma adotada para o EDGE que foi instalado com spots apenas nas áreas de grande concentração. ‘Vamos ter WiMax onde houver mercado”, conclui.
*A jornalista viajou a convite da Nokia.
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