Telecom
Alcatel-Lucent quer fatia maior do mercado corporativo
Segundo Pat Russo, CEO da companhia, área de soluções para empresas cresceu 15% em 2006 e é hora de conquistar mais espaço no setor.
Por Alexandre Scaglia, do COMPUTERWORLD*
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Uma boa briga de “elefantes” se delineia no futuro próximo. De um lado, a recém-fundida Alcatel-Lucent, no papel de desafiante; do outro, a Cisco, que para Hubert du Pesquidoux, presidente da Alcatel-Lucent Enterprise Business Group, é “um elefante muito grande, que controla o mercado de soluções corporativas com base em sua experiência na oferta de dados e no domínio do mercado norte-americano”.
“Respeitamos muito o trabalho da Cisco, mas é hora de deixar a timidez de lado e buscar nosso espaço na oferta de produtos e soluções para empresas”, disse o executivo durante sua apresentação na abertura do Alcatel-Lucent Enterprise Forum, primeiro grande evento da companhia após a fusão, concluída em 1º de dezembro de 2006.
A disposição de lutar por um espaço mais nobre no mercado de soluções corporativas é grande. Pat Russo, CEO da empresa, acredita que há muitas oportunidades para a Alcatel-Lucent. E justifica: “No ano passado essa divisão cresceu 15%, enquanto o mercado cresceu apenas cerca de 7%”. De acordo com a executiva, o grupo chamado Enterprise Business faturou 1,4 bilhão de euros no período.
Pesquidoux enumera algumas das armas para a batalha: “Temos o melhor portfólio de produtos da indústria de comunicações; a Genesys possui uma oferta muito forte em áreas críticas para as empresas [notadamente em soluções de call center], e a união da grande capacidade da Alcatel no mercado de voz com a força da Lucent no mercado norte-americano”.
Além disso, o executivo conta com uma mudança de avaliação por parte dos usuários. “Sei que há muito as pessoas duvidam do comprometimento da Alcatel-Lucent com o mercado empresarial. E nós vamos mudar isso”, garante. Para tanto, a companhia promete uma alteração na forma de participar de iniciativas corporativas. “Vamos mudar nossa maneira de buscar espaço em contratos globais estratégicos. Também está em nossa lista de tarefas olhar para mercados verticais, com soluções específicas. As áreas de Saúde e Defesa e segurança pública são dois exemplos.”
Acima de qualquer estratégia baseada em produtos específicos, o compromisso assumido por Pesquidoux é mais intangível do que se pode imaginar. “Creio que essa não é uma questão de produto. O que precisamos fazer é ir ao mercado, mostrar nosso comprometimento, envolver o top management nas conversas e entregar o que os clientes buscam.” Até parece simples.
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