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Telecom

Vivo garante a portabilidade entre CDMA e GSM, mas não vai estimular migração

Operadora mira públicos distintos para cada tecnologia e promete manter investimentos no padrão CDMA.

Por Carmen Lúcia Nery, especial para o COMPUTERWORLD*

14 de fevereiro de 2007 - 17h50
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Selo_3GSM_01_inícioO preço dos aparelhos e o roaming internacional foram as razões apresentadas pelo  presidente da Vivo, Roberto Lima, para justificar a construção pela empresa de uma nova rede GSM. Sem citar uma única vez a tecnologia CDMA, Lima debutou em um evento GSM apresentando os números e as características do mercado brasileiro e como o celular tem servido como ferramenta de inclusão digital e social.

Lima informou,em coletiva de imprensa, que a empresa não deverá fazer uma campanha de divulgação para a venda do GSM e vai preferir como estratégia de comunicação destacar a oferta de serviços, além do fato de que agora "é a única capaz de oferecer as duas tecnologias".

Ele diz que não quer associar a marca Vivo à tecnologia, preferindo informar apenas que para o consumidor GSM significa aparelhos mais baratos e roaming internacional. Os aparelhos no novo padrão começaram a ser comercializados em 14 de dezembro com terminais pré-pagos e até 15 de março será iniciada a venda dos planos pós-pagos.

O portifólio inclui 12 aparelhos e a rede está presente nas capitais de praticamente todos os estados em que a Vivo opera, com exceção do Acre, Amapá, Rondônia e Roraima. A coberetura atinge 82% da população da área atendida pela Vivo, segundo Lima.

A empresa vai garantir a portabilidade numérica de usuários CDMA que migrarem para GSM, ou seja, eles poderão mudar de padrão e carregar o mesmo número da linha, mas o presidente da empresa fez questão de afirmar que a companhia não vai estimular a migração.

“Não faz sentido acelerar a obsolescência de uma rede que é nova. Quem quiser aplicações de dados e estiver em algumas regiões poderá ficar com o CDMA. Já os que precisam de roaming ou têm demanda por aparelhos de baixo custo, a opção é o GSM”, diz Lima.

Ele nao gosta de falar em sobrevida da rede CDMA e garantiu mais uma vez que os investimentos nesta tecnologia serão mantidos, citando como exemplo o investimento de 1 milhão de reais para ampliação da cobertura EVDO em Santos e no Rio Grande do Sul para atender a Petrobras. 

A idéia também é garantir equivalência entre as duas opções. Segundo o vice- presidente de operações, Paulo Cesar Teixeira, os preços de varejo serão os mesmos para GSM e CDMA. E de acordo com o vice presidente de tecnologia e rede da Vivo, Javier Rodriguez, toda a rede em GSM será no padrão de mais alta velocidade (EDGE).

Isso porque a idéia, segundo Lima, é que todos os serviços de dados do Vivo 3G estejam disponíveis tambem na rede GSM/EDGE, embora ele admita Selo_3GSM_02_fimque em uma velocidade menor.



 
* A jornalista viajou a convite da Nokia

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