Telecom
Qualcomm aposta em WCDMA para fazer frente ao WiMax
Companhia americana não descarta, entretanto, produzir chips para essa tecnologia quando a escala for suficiente.
Por Carmen Lucia Nery, especial para o COMPUTERWORLD*
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Jeff Jacobs, presidente global de desenvovimento da Qualcomm, reafirmou o comprometimento da companhia americana com o padrão WCDMA, evolução do GSM para a terceira geração, ao participar do 3GSM World Congress, que termina hoje em Barcelona. Para ele, o padrão de celular tem condições de enfrentar bem uma eventual disputa com o padrão WiMax.
“O WiMax é uma tecnologia ineficiente porque consome muito espectro e a propagação é ruim”, justifica. Mas o executivo admite que a empresa poderá desenvolver chips para esta tecnologia se um dia os volumes justificarem, o que não ocorre hoje, quando há "apenas 1,2 milhão de usuários", segundo ele.
“A Qualcomm está mergulhada em soluções WCDMA”, disse Jeff Jacobs. Ele estimou que o padrão CDMA, criado pela Qualcomm e que hoje tem 255 milhões de usuários em todo o mundo, deverá perdurar por mais uma década, apesar do GSM já ser o padrão que controla quase 80% dos usuários de celular em todo o mundo.
Outra aposta da empresa é o padrão de TV digital móvel. Embora a Qualcomm possa enfrentar dificuldades na Europa onde o padrão DVB-H tende a ser dominante, nos Estados Unidos, onde a empresa construiu uma rede na tecnologia própria MediaFLO, esta semana houve uma importante vitória com a decisão da operadora Cingular de aderir à oferta de TV móvel da Qualcomm.
O dado importante é que a Cingular, que tem 60 milhões de usuários, adota o padrão europeu de terceira geração WCDMA e acabou preferindo o MediaFlow ao DVB-H. A Qualcomm conta agora com as duas maiores operadoras celulares norte-americanas, ja que a Verizon, que tem uma base de 56 milhões de assinantes, tambem adotou o MediaFLO.
Jeff afirmou no evento entender a decisão da Vivo de aderir ao padrão GSM como uma estratégia para resolver o seu problema de espectro em CDMA que, segundo ele, não tinha condições de suportar uma expansão. E também por conta dos preços dos aparelhos em função
da maior escala do GSM.
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