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Telecom

Foco e transparência beneficiaram GVT na estréia em bolsa, aponta analista

Sucesso no primeiro dia de negociação surpreende o mercado e papéis continuam em alta nesta quarta-feira.

Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD

21 de fevereiro de 2007 - 18h25
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A operadora de telefonia GVT, que estreou no Novo Mercado da Bovespa na última sexta-feira, teve os papéis valorizados em mais de 27% no primeiro dia de negociações e as cotações seguem em alta nesta quarta-feira após o Carnaval.

A demanda pelos papéis da companhia fizeram com que os corrdenadores elevassem a média das cotações na véspera da estréia. Enquanto no prospecto preliminar da oferta se falava em 11 a 16 reais, a demanda elevada fez com que os coordenadores subissem a expectativa para 16 a 18 reais por ação na véspera da finalização do bookbuilding - cotação das intenções dos investidores em relação ao título.

O papel teve o preço inicial fixado a 18 reais e chegou ao final da sexta-feira valendo 22,90 reais. "Há muito tempo não se via uma alta tão grande na estréia", afirma o analista de telecomunicações Eduardo Roche, do Banco Modal.

Segundo ele, uma das razões para o sucesso da companhia na captação pode estar ligada à estratégia de atuação focada no mercado corporativo e nas grandes praças - algo que as concessionárias, por exemplo, não podem seguir porque têm compromissos de universalização.

"Ela pode ser realmente uma exceção ao setor", afirma Roche, em entrevista ao COMPUTERWORLD, ao lembrar que a GVT apresenta taxas de crescimento mais elevadas que suas pares.

Na sua avaliação, outro ponto que pode ter favorecido a companhia nessa oferta pública foi o fato de ter optado pelo Novo Mercado, onde só são negociadas ações com direito a voto e as exigências de transparência e governança são maiores que nos demais níveis.

"De maneira geral, o setor apresenta aspectos negativos em relação aos investidores, como conflitos societários e falta de transparência", explicou o analista. Por isso, o fato da GVT se tornar a primeira operadora de telefonia do Novo Mercado é visto com bons olhos.

Roche lembrou que a captação inicial - que pode superar os 1 bilhão de reais caso a companhia negocie também o lote suplementar de ações - reduziu a dívida líquida da empresa para perto de zero e vai garantir que ela tenha recursos para o plano de investimentos dos próximos dois anos.

"As próximas altas vão depender do sucesso desses investimentos", ponderou o analista, que afirmou não ver motivo para outras altas expressivas no preço das ações no curto prazo. Entre os planos da GVT estão o reforço da presença da empresa nas capitais São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

Além da operação de telefonia na região da Brasil Telecom e nessas três capitais, ela opera telefonia IP com o serviço Vono e controla o provedor gratuito de internet POP.

As ações, que fecharam o primeiro dia de pregão a 22,90, chegaram a 23 reais nesta quarta-feira.

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