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Telecom

Conselho da PT recomenda rejeição à nova oferta da Sonaecom

Apesar do aumento de 10,5% na oferta inicial, conselho da Portugal Telecom ainda acha a proposta baixa em relação ao valor da companhia.

Por COMPUTERWORLD

21 de fevereiro de 2007 - 12h30
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O conselho de administração da Portugal Telecom decidiu, em reunião realizada ontem, recomendar que os acionistas rejeitem a proposta elevada da Sonaecom pelo controle da companhia. No dia 15 de fevereiro, a Sonaecom elevou de 9,50 euros para 10,50 euros por ação a oferta hostil pela empresa.

Segundo o relatório do conselho de administração da PT, que já havia recomendado o não à oferta anteriormente, a atual gestão "tem condições de oferecer aos acionistas uma proposta de valor mais atrativa". Por isso, o relatório recomenda: "rejeite a oferta de 10,50 euros".

A assembléia em que os investidores da PT vão avaliar a proposta da Sonaecom está marcada para 2 de março. A companhia é dona de 50% da operadora brasileira Vivo, além de controlar a Dedic, de call center, e uma participação minoritária no Universo Online (UOL).

Segundo o relatório, o conselho "acredita firmemente que a oferta revisada continua a ser inadequada, uma vez que continua a não oferecer aos acionistas da PT um valor justo pelas suas ações, nem compartilha o valor das sinergias resultantes da operação de concentração proposta".

De acordo com o documento, o valor de mercado da PT aumentou cerca de 1 bilhão de euros desde a oferta inicial da Sonaecom, feita em fevereiro do ano passado.

Além disso, uma análise independente realizada pelos consultores externos Booz Allen Hamilton avaliou o valor das sinergias da fusão entre as duas empresas entre 2,6 bilhões de euros e 2,9 bilhões de euros, sinergias que os acionistas não irão usufruir, segundo a PT.

O relatório também cita que o preço das ações da Sonaecom teve um salto de 112% desde o anúncio preliminar da sua oferta, "confirmando o fato do preço da proposta ser baixo e constituir uma excelente oportunidade para os acionistas da Sonaecom à custa dos acionistas da PT".

Para o conselho da PT, "a oferta é oportunista à luz do aumento de 23% do índice do setor europeu de telecomunicações desde o anúncio da oferta não solicitada", em fevereiro do ano passado.

O documento ainda cita a performance operacional do grupo Portugal Telecom como prova da competiência da atual gestão, e as melhorias que ela pretende fazer no programa de remuneração ao acionista.

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