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Para usuário, corte de preços de roaming na Europa é cortina de fumaça

Entidades de defesa do consumidor exigem preços ainda mais baixos nas chamadas de longa distância entre os países do continente como forma de estimular a demanda.

Por COMPUTERWORLD

21 de fevereiro de 2007 - 16h15
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Apesar das operadoras de telefonia móvel declararem empenho em cortar custos de roaming nas chamadas de longa distância, seus esforços são só uma "cortina de fumaça" e não têm promovido efeitos reais nas faturas, de acordo com um grupo de defesa dos direitos do consumidor da Europa.

As tarifas mais baixas estão limitadas tipicamente a um período curto de tempo e muitas vezes requerem pagamento adicional no valor da assinatura mensal do usuário. Muitas são só mais baratas em longas chamadas que utilizam determinadas redes, disse a Organização dos Consumidores Europeus (BEUC).

O grupo defende que as tarifas de roaming deveriam ser limitadas em 0,33 euro por minuto para as chamadas a outros países, índice ligeiramente abaixo dos 0,49 euros proposto pela Comissão Européia em projeto de lei que será votado em junho deste ano.

Viviane Reding, da Sociedade da Informação e Mídia da Comissão, anunciou em fevereiro do ano passado planos para reduzir as faturas de roaming dos celulares na região, que ela afirmou serem "inexplicavelmente altas".

No dia 12 de julho daquele ano, a Comissão Européia propôs um corte de 70% no custo das chamadas feitas e recebidas fora do país de origem, mas dentro da União Européia, o que equivalia a uma economia de 5 bilhões de euros ao consumidor europeu, segundo a organização.

A proposta da Comissão é que as operadoras possam cobrar até 0,16 euro por minuto nas chamadas recebidas em viagens fora do país de origem, 0,33 euro por minuto nas chamadas geradas em outros países e 0,49 euro nas ligações a um terceiro país.

Os consumidores, entretanto, gostariam de reduzir ainda mais as duas últimas tarifas para, respectivamente, 0,25 euro e 0,33 por minuto.

A União dos Consumidores Franceses (UFC) também quer que os órgãos reguladores de telecomunicações levantem mais informações junto às operadoras sobre o volume de tráfego entrante e sainte, local e de longa distância, e os preços cobrados em cada uma delas.

Segundo as entidades de defesa do consumidor, limitar o preço em 0,33 euro por minuto vai estimular um aumento desse tipo de chamada e, desta forma, evitar perda de receita ou lucratividade para as operadoras.

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