Telecom
Com finanças a favor, Nortel promete agressividade para lidar com os novos rivais
A companhia canadense promete maiores gastos em pesquisa e inovação para concorrer com as rivais consolidadas, como Alcatel-Lucent e Nokia-Siemens.
Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD
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A Nortel quer mostrar ao mercado que pode se fortalecer e voltar a ser "uma grande companhia" capaz de lidar com a concorrência fortalecida pelas recentes consolidações na área de equipamentos de telecomunicações, como são os casos da Alcatel-Lucent, Nokia-Siemens e Ericsson-Marconi.
A empresa canadense nega que também seja alvo de uma futura aquisição e afirma que a situação financeira é hoje muito mais confortável.
O presidente mundial da companhia, Mike Zafirovski, em sua primeira visita ao País à frente da Nortel, mostrou números ainda preliminares do último trimestre que mostram a volta da rentabilidade, o crescimento da receita e o aumento dos recursos em caixa.
No dia 1 de março a companhia divulgou uma estimativa de que a receita no último trimestre fique em 3,32 bilhões de dólares, um crescimento de 10,2% sobre o mesmo período do ano passado, e a margem bruta de rentabilidade ligeiramente acima de 40%.
O volume de recursos em caixa deve ficar em 3,5 bilhões de dólares, 900 milhões a mais que no trimestre anterior, em parte pela venda dos ativos de terceira geração de celular para a Alcatel-Lucent.
Os números foram divulgados no dia em que a companhia anunciou ter descoberto alguns erros
nos balanços de 2004, 2005 e dos nove primeiros meses de 2006, o que vai exigir que todos sejam republicados.
Com finanças fortalecidas, a companhia quer se apoiar na inovação para enfrentar a concorrência. O executivo informou que, no ano passado, os investimentos em WiMax, que haviam sido de 15 milhões de dólares em 2005, ultrapassaram os 100 milhões de dólares no ano passado.
Já os recursos em pesquisa e desenvolvimento para a área corporativa foram ampliados de 300 milhões para 400 milhões de dólares no mesmo período.
A companhia ainda vive o processo que chama de "transformação dos negócios" com o qual pretende economizar 1,5 bilhão de dólares até 2008.
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