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Telecom

Para Telefônica, convergência de serviços vai permitir preços competitivos

Companhia obteve ontem autorização do conselho da Anatel para atuar na televisão via satélite através da controlada A. Telecom.

Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD

08 de março de 2007 - 10h46
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A Telefônica informou que "recebe com satisfação a notícia" de que o conselho da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deu permissão, ontem, para que a companhia ingresse no segmento de TV por assinatura via satélite (DTH).

Segundo ela, em comunicado distribuído à imprensa, "a autorização permitirá à empresa prosseguir em seu objetivo de oferecer a seus clientes e ao mercado em geral alternativas em serviços convergentes em comunicações, como opções de acesso simultâneo à telefonia fixa, internet em banda larga e TV por assinatura, o chamado triple play".

De acordo com a companhia, "esta é uma demanda dos clientes". Em um ambiente de avanço tecnológico, os usuários poderão "usufruir das melhores condições em termos de comodidade no acesso a diversos serviços de um mesmo provedor, além de preços competitivos, possíveis graças à economia de escala proporcionada por ofertas convergentes", assegura a companhia de origem espanhola.

Embora a Telefônica afirme que ainda não teve acesso ao teor da decisão da Anatel - que deverá ser publicada no Diário Oficial até a próxima segunda-feira -, a empresa considera que concessão da licença "é positiva também para o País, que se alinha às mais avançadas tendências do mercado internacional de telecomunicações, além de se beneficiar dos investimentos e geração de empregos que o incentivo a uma maior concorrência no oferecimento de serviços triple play certamente trará", diz o comunicado.

Além de ter pedido uma licença de DTH em maio do ano passado ao órgão regulador, a Telefônica também celebrou uma parceria comercial com a DTHi em novembro, para oferta conjunta de serviços na região de Ribeirão Preto (SP) - situação em que acredita não precisar de autorização - e espera aval da agência para comprar parte do capital da TVA, que hoje pertence ao grupo Abril.

A entidade que reúne as operadoras de TV paga, no entanto, afirmou ontem que a companhia poderá "transbordar o monopólio que já detém na telefonia fixa" para o novo serviço, segundo Alexandre Annenberg, diretor executivo da ABTA, em entrevista ao IDG Now!.

A TelComp, que reúne as prestadoras de serviço de telecomunicações, também afirmou que estudará as medidas possíveis contra a decisão da agência porque considera que a Telefônica não pode prestar tal serviço em sua própria área de concesasão - a associação não vê restrições nas demais regiões.

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