Telecom
Adaptação para pulso-minuto vai exigir maior investimento da Oi em TI
Companhia não revela o gasto, mas necessidade maior de processamento vai exigir compra de máquinas, o que a empresa espera compensar com redução em outras despesas.
Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD
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A Telemar, que adotou Oi como marca única no final de fevereiro, já investiu 350 milhões de reais na preparação de sua estrutura de tecnologia da informação (TI) em 2006 para se adaptar ao sistema de pulso-minuto.
Essa foi, segundo a companhia, a primeira fase da migração, já que o ministério das Comunicações exigiu o adiamento por um ano da entrada em vigor do sistema para que a Anatel criasse uma alternativa aos usuários de internet por linha discada.
Por isso, o investimeto principal já foi feito pela maioria das operadoras, uma vez que a conversão estava prevista inicialmente para 1 de agosto do ano passado.
No caso da Oi, entretanto, a mudança deve continuar a pressionar a linha das despesas em TI este ano, segundo José Luis Salazar, diretor financeiro e de relações com investidores, porque a empresa "terá maior demanda por capacidade de processamento" para registrar todas as chamadas por minutos, ao invés de pulsos. A empresa "vai precisar de mais máquinas", disse ele, em teleconferência com os jornalistas.
O volume de gastos ainda não foi calculado, segundo ele, mas a companhia pretende compensá-los com redução em outras linhas de despesa. "A idéia é entregar uma geração de caixa maor que em 2006", afirmou. No ano passado, a geração de caixa (Ebitda) do grupo caiu 10% sobre 2005, para 6,1 bilhões de reais.
A migração no caso da Telemar/Oi começa no dia 16 de março, no Espírito Santo. Em maio, a companhia migra os usuários de Rio de Janeiro - o maior estado de sua cobertura - e mais duas localidades e a partir de junho segue com Minas Gerais e os demais estados do Nordeste.
Segundo Salazar, a companhia "fez além do que a regulamentação pedia" em termos de campanha de orientação aos usuários, o que envolveu anúncios em jornais, rádio e TV e cartas aos assinantes. "Estamos com um cuidado muito grande com essa questão", afirmou.
Segundo ele, o sistema de cobrança já foi devidamente testado com os planos próprios de minutos que a companhia implantou no ano passado, assim que a infra-estrutura ficou pronta. Hoje, a Oi conta com 1,7 milhão de clientes em um desses planos - todos com cobrança em minutos -, o que
equivale a 12% de sua base total de assinantes.
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