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Telefônica e Telmex: um duelo de titãs

Com as recentes aquisições e lançamentos, a briga deixa de ser exclusiva no plano da telefonia móvel e esquenta em telefonia e fixa e TV por assinatura.

Por Tais Fuoco, do COMPUTERWORLD

08 de março de 2007 - 12h35
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A já conhecida rivalidade entre os gigantes Telefônica, de capital espanhol, e a mexicana Telmex pela liderança no mercado latino-americano de telefonia promete ganhar novos tons – e garras ainda mais afiadas – no Brasil este ano, já que a arena da disputa envolve agora novos mercados. Além do embate pela telefonia móvel, onde a família Carso, que controla a Telmex, é representada pela Claro/América Móvil, as companhias se enfrentam também na telefonia fixa e na TV por assinatura no Brasil.

Se há uma unanimidade entre os analistas e institutos de pesquisa é que os dois grupos têm músculos para fazer dessa uma guerra sangrenta. Enquanto a Telefônica brasileira faz parte de um grupo que faturou 37,8 bilhões de euros em 2005, a Telmex teve uma receita líquida de 29 bilhões de pesos no mesmo período e pertence ao homem mais rico da América Latina, o magnata Carlos Slim.

Outro consenso é que cada lance nessa briga pode ser decisivo para mudar o favorito. Caso a Claro compre a TIM, pela qual apresentou uma oferta à matriz Telecom Italia em novembro, muda completamente o cenário. Por outro lado, se a Telefônica conseguir assumir o controle da TVA e ainda obter uma licença para operar TV via satélite, movimentos sobre os quais ainda existem dúvidas regulatórias nesse momento, tudo indica que a balança irá pender para seu lado.

“A disputa no mercado corporativo já acontece há anos, mas agora promete chegar de forma mais intensa no varejo”, afirma Eduardo Tude, do site especializado Teleco. A Embratel, braço da Telmex na telefonia corporativa e de longa distância, só mais recentemente passou a dominar a chamada “última milha” – ou o acesso à casa do cliente –, graças, principalmente, à aquisição de participação minoritária na NET Serviços.

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