Telecom
Telefônica e Telmex: um duelo de titãs
Por Tais Fuoco, do COMPUTERWORLD
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Mesmo que consiga, entretanto, a adesão de toda a sua base de clientes somada à da Vivax para o serviço de telefonia, a NET ainda terá uma participação modesta perto dos 13 milhões de assinantes da base da rival Telefônica (até outubro de 2006).
De qualquer forma, a companhia salienta que a internet e a telefonia “são hoje os motores de crescimento da NET”, segundo Francisco Valim, presidente da operadora. De acordo com o executivo, o potencial de crescimento ainda é muito grande porque se trata de dois segmentos “monopolistas” e, por isso, sem competição até então.
Em teleconferência com a imprensa para comentar o balanço da companhia, Valim chegou até a ironizar a tentativa da Telefônica de entrar no mercado de TV paga. “Ela já tem três iniciativas para esse segmento. É um exagero de tentativas para tentar inibir a competição”, disse. A Telefônica protocolou na Anatel no ano passado um pedido para adquirir uma licença de TV via satélite, em seguida fechou uma parceria comercial com a Astralsat, que funciona desde novembro na região de Ribeirão Preto (SP), e ainda anunciou a intenção de assumir parte do controle da TVA, do grupo Abril, até o limite permitido pela legislação.
Com a bola, a Anatel – Para Valim, todas as iniciativas da companhia de origem espanhola esbarram em entraves regulatórios. O contrato de concessão da Telefônica, na sua avaliação, impede que ela preste outros serviços que não o objeto do contrato – no caso a telefonia fixa – no mesmo mercado, ou o Estado de São Paulo.
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