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Oi vai preservar o caixa para aproveitar oportunidades de aquisição em 2007

A companhia fechou o ano com 4,68 bilhões de reais disponíveis e afirma que quer estar preparada para opções que surgirem, seja em novas tecnologias ou em compra de empresas.

Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD

08 de março de 2007 - 13h20
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A Oi, marca adotada pelo grupo Telemar para todas as suas áreas de atuação, pretende manter o caixa elevado ao longo de 2007 para aproveitar oportunidades que acredita irão surgir neste ano tanto em novas tecnologias como na consolidação do setor.

A empresa fechou o ano com 4,68 bilhões em caixa e aplicações, volume bem superior aos 3,77 bilhões do ano passado. Além disso, a companhia, que programava pagar cerca de 3 bilhões de reais aos acionistas este ano como dividendos, caso fosse aprovada a proposta de reestruturação societária, não tem mais esse compromisso, já que a proposta foi rejeitada pela maioria dos detentores de ações preferenciais em dezembro.

Segundo José Luis Salazar, diretor financeiro e de relações com investidores, em teleconferencia sobre os resultados, a companhia quer destinar o caixa "para as oportunidades que surgirem" em aquisições, seja na TV a cabo, em novas tecnologias ou na consolidação do setor.

Ele afirmou que "o ano de 2007 promete muitos negócios" no setor, mas evitou dar detalhes de quais interessem à Oi. No aso da Telemig, companhia já oficialmente colocada à venda pelos controladores no início deste ano, Salazar afirmou que, "pelo preço correto, com certeza nos interessa".

A companhia se disse ainda mais otimista com a possibilidade de efetivar a compra da Way TV, operadora de TV a cabo que ela adquiriu em leilão privado em julho de 2006, mas cuja transação ainda depende da autorização da Anatel.

Segundo o executivo, a Oi já "estava muito certa dos seus direitos" nessa aquisição e, por isso, era otimista da aprovação. Desde ontem, entretanto, o aval do órgão regulador para que a Telefônica ingresse no setor de TV via satélite, "só reforço nosso otimismo", segundo Salazar.

Em relação à possibilidade de unificar a Telemar/Oi e a Brasil Telecom, para a criação de uma operadora nacional forte que concorra com os grandes grupos multinacionais do setor, o executivo disse que se trata apenas "de uma idéia". "Não há nada de concreto, por enquanto estamos focados apenas no operacional da Oi", reiterou.

A união das duas companhias, que tem sido defendida publicamente pelo presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco, exigiria alteração na Lei Geral de Telecomunicações (LGT), algo que depende de aprovação no Congresso Nacional.

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