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Telecom

Por que os italianos da TIM estão no calcanhar da Vivo

Por Daniela Moreira, do IDG Now!

08 de março de 2007 - 19h03
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“Vamos ter que fazer acordos e parcerias para oferecer a nossos clientes competitivamente os serviços que eles teriam se fossem clientes de outra operadora”, reconhece Araujo. “O TIM Casa foi um passo inicial, mas pretendemos oferecer em 2007 vários serviços convergentes”, afirma o presidente.

Uma das possíveis soluções para o problema da TIM são os leilões de freqüências para implementação de serviços de terceira geração (3G) e banda larga sem fio (WiMax), que ainda aguardam definições da Anatel. Com as licenças, a operadora poderia competir melhor na oferta de acesso rápido a dados, ampliando seu escopo de atuação.

“Para oferecer um serviço de qualidade é preciso ter uma capacidade maior de banda, seja através do WiMax ou da terceira geração. Na verdade, os dois não são conflitantes ou excludentes, têm uma complementaridade grande”, analisa Araujo, confirmando que a operadora se interessa pelos dois tipos de espectro.

Desafios e oportunidades


Mas enquanto os impasses regulatórios não se resolvem, a TIM ataca a concorrência em outro flanco: o das vendas corporativas. Dado o cenário de redução nas vendas para o consumidor final, o mercado empresarial torna-se um filão importante para todas as operadoras e a TIM já traçou sua estratégia para endereçá-lo.

“Hoje os concorrentes oferecem planos empresariais para comunicação de voz. Temos um mercado para explorar que é o uso do celular para alavancar negócios, e-mail, informação, venda a distancia, update das decisões onde quer que o executivo esteja”, explica o presidente. “Quero que ele utilize meu serviço não somente para falar, mas dentro dos negócios, para obter redução de custos e aumentar a capacidade e a velocidade de decisão onde quer que esteja”, pontua Araujo.

O presidente da TIM conclui sua análise sobre o futuro da companhia chamando atenção para a transformação do mercado de telefonia celular, que trará complexidades e oportunidades aos competidores: “Celular hoje é quase uma commodity. A empresa que transformar essa commodity em valor agregado, com diferencial de atendimento e prestação de serviços, essa empresa vai ganhar o mercado”.

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