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Lucro líquido do grupo Telemar sobe 17,6% no ano e atinge R$ 1,31 bi

Companhia tem receita estável, mas perde geração de caixa por conta de provisões e de redução nas tarifas.

Por COMPUTERWORLD

08 de março de 2007 - 09h54
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A Tele Norte Leste Participações, holding do grupo Telemar, obteve um lucro líquido de 1,31 bilhão de reais em 2006, cifra 17,6% superior ao ganho de 1,11 bilhão do ano anterior. A companhia, que no final de fevereiro adotou a marca Oi para todos os seus serviços, compensou com créditos tributários um aumento nas provisões e a redução das tarifas.

A receita líquida do grupo ficou praticamente estável, em 16,87 bilhões de reais, com alta de 0,7% sobre 2005. O número de linhas fixas em serviço caiu 3,2%, para 14,41 milhões, enquanto o total de assinantes de banda larga subiu 40,1%, para 1,12 milhão, e os assinantes de celular alcançaram 13,07 milhões, uma alta de 26,4%.

Como a companhia explicou no balanço divulgado há pouco, nos três últimos meses do ano o lucro atingiu 613 milhões de reais graças a um complemento de créditos tributários efetuados na Oi, de 292 milhões de reais. O lucro líquido da própria Oi no trimestre foi de 211 milhões de reais.

Por outro lado, a empresa promoveu uma 'limpeza da base" de assinantes pós-pagos de celular que considerava antieconômicos. Dessa forma, no último trimestre a Oi adicionou 1.561 assinantes, mas desligou 1.126.

Na linha de outras despesas, o grupo Telemar registrou um aumento de 43,1% no trimestre sobre os três meses anteriores por conta de um aumento de provisões para contingências (133 milhões de reais), devidos por provisões fiscais de 120 milhões de reais referentes a autos de infração de ICMS e outros processos; obrigações com a Anatel (53 milhões de reais); e redução de provisões trabalhistas (31 milhões de reais a menos).

No ano de 2006, o crescimento dessas despesas em 200 milhões de reais (+22,3%) foi causado principalmente pela provisão da taxa de renovação do contrato de concessão e de provisões para contingências fiscais, como explicou a companhia.

A geração de caixa (Ebitda) do grupo caiu 10% no ano, para 6,1 bilhões de reais, por conta das reduções de tarifas em janeiro de 2006 e da queda no tráfego local e de longa distância. As provisões, assim como aluguéis e seguros, também contribuiram para a queda do indicador.

A dívida líquida consolidada no final de 2006 era de 4,88 bilhões de reais, o que equivale a uma redução de 19,7%, ou 1,2 bilhão de reais, em um ano.

Em 2006, a maior parcela dos investimentos realizados, de 2,3 bilhões de reais, (13,7% da receita líquida), foi alocada na melhoria das redes e da infra-estrutura geral das empresas do grupo, de acordo com o balanço, principalmente para ampliar a capacidade de transmissão da rede móvel e a expansão da plataforma de banda larga.

Para 2007, o grupo pretende investir 2,4 bilhões de reais, dos quais 20% na telefonia móvel e 80% na fixa, volume que inclui novos negócios em voz e dados, investimentos exigidos pelo órgão regulador e modernização da rede, segundo a Oi.

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