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Telefônica nega dumping em parceria com DTHi e quer triplicar número de assinantes

Companhia afirma que parceria não foi feita para durar apenas alguns meses, mas promete revisar estratégia com a conquista da licença própria.

Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD

09 de março de 2007 - 11h46
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A Telefônica, que desde novembro passado mantém uma parceria comercial com a DTHi para venda conjunta de serviços de TV via satélite, negou hoje que esteja praticando dumping nos preços, como ontem acusaram algumas operadoras do interior do Estado de São Paulo, através da Associação Brsileira das Empresas de TV por Assinatura (ABTA).

Segundo Stael Prata Silva Filho, diretor geral da Telefônica em São Paulo, "vimos que o peço praticado pela DTHi não é menor do que os de mercado". Segundo ele, a mensalidade está associada ao conteúdo oferecido. "Depende muito do tipo de formatação do pacote e nós buscamos desde o início pacotes mais flexíveis que caibam em todos os bolsos".

De acordo com o executivo, "a parceria tem sido extremamente benéfica para os dois lados" e conquistou, desde novembro, 50 mil assinantes na região de Ribeirão Preto (SP). Até o final do ano, acrescentou Silva Filho, as empresas esperam "mais que triplicar" esse número, para algo como 150 mil assinantes.

O diretor geral lembrou que a Telefônica também fechou uma parceria comercial com a TVA, que hoje pertence ao grupo Abril e de quem a Telefônica espera autorização da Anatel para adquirir parte do capital, dentro dos limites permitidos pela legislação do cabo. "Até o final do ano estaremos em todo o estado de São Paulo, com um ou outro parceiro", disse.

Nesta semana, o conselho da Anatel deu seu aval para que a Telefônica obtenha sua própria licença de TV via satélite (DTH). Diante dessa possibilidade, a companhia não espera, entretanto, encerrar o acordo com a DTHi.

Segundo Maurício Giusti, vice-presidente de estratégia e regulação, "a Telefônica não faz parceria para durar apenas alguns meses". Ele admite, entretanto, que terão de rever o acordo com a companhia parceira. O contrato celebrado entre Telefônica e DTHi contém, inclusive, uma opção de compra por parte da empresa de capital espanhol.

Giusti afirmou que a empresa tem condições de iniciar a nova operação em cerca de três a quatro meses, mesmo período que levou para dar início à operação de DTH no Chile, recentemente.

A companhia não viu como restrições as exigências que o governo impôs para conceder a licença - de incluir quatro canais obrigatórios (TV Câmara, TV Senado, TV Justiça e um canal educacional) - em todos os pacotes oferecidos. Segundo Giusti, "a Telefônica já inclui canais obrigatórios em outros países, isso faz parte do que esperávamos" de contrapartida, disse ele.

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