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Telecom

O celular vai pagar a conta

Por Daniela Braun, do IDG Now!

14 de março de 2007 - 09h10
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Nas Filipinas, a operadora Smart introduziu uma forma inovadora de vender créditos para celulares usando agentes de vendas nas comunidades. “O crédito acabou virando moeda de troca entre as pessoas e se expandiu para outros tipos de pagamento”, conta Castonguay.

Nos Estados Unidos, além do PayPal, plataforma de pagamentos entre pessoas do eBay, que pegou o caminho dos celulares, em abril do ano passado, a empresa californiana Obopay, lançada em 2005, começa a ganhar espaço apostando na conveniência do cartão de crédito pré-pago pelo celular.
“Se você saiu para jantar com os amigos e não tinha dinheiro para pagar pode transferir um crédito de Obopay do seu celular para o Obopey da pessoa por mensagem de texto. Depois ela converte esse valor em dinheiro”, explica o consultor. “Isso pode ser interessante para controlar gastos entre adolescentes e até mesmo dentro de uma família”. Segundo Castonguay, o serviço é usado por mais de 100 mil norte-americanos.

Diante dos fatos, os atores da cadeia do m-payment decidiram parar de ensaiar acordos, temendo ficar no papel de coadjuvantes em um mercado que deve saltar de 3,2 bilhões de dólares no mundo em 2003 para prováveis 37 bilhões de dólares no ano que vem. É o que revela uma pesquisa da consultoria Arthur D. Little, mencionada na reportagem "A cash call", da revista inglesa The Economist.

A reportagem sobre o futuro do dinheiro eletrônico cita países como a Áustria, onde é possível passar um dia inteiro se locomovendo ou comprando mercadorias apenas com o celular, danceterias de Londres, em que os clientes preferenciais recebem entradas no celular, e dedica boa parte de seu conteúdo à explosão dos pagamentos móveis no Japão.

Lançado em março de 2004, o serviço de pagamentos móveis da NTT DoCoMo - operadora que conta com mais de 55% do total de 95 milhões de terminais do Japão - já reúne mais de 18,3 milhões de clientes, segundo a empresa. Ao aproximar os ‘celulares-carteira’ de terminais específicos, os japoneses podem fazer praticamente todos os tipos de operações de débito e crédito, comprar passagens e até abrir a porta de casa.

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