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Telecom

Pesadelo da BenQ na telefonia móvel ainda não terminou

Promotores invadem escritório da companhia e prendem três dos executivos. Acusação envolve favorecimento na venda de ações.

Por COMPUTERWORLD*

14 de março de 2007 - 14h20
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Justamente quando a BenQ Corp. pensava que sua pior fase na telefonia móvel tivesse ficado para trás, promotores públicos invadiram seus escritórios e levaram três dos executivos da companhia para investigação com acusação de vazamento de informações sobre ações da companhia na época da divulgação do balanço do primeiro trimestre do ano passado.

Hoje, a BenQ informou que dois desses executivos foram liberados após pagamento de fiança de cerca de 200 mil dólares, enquanto o terceiro permanece sob custódia da Justiça local.

A procuradoria do distrito de Taoyuan alega que alguns executivos da companhia venderam as ações que tinham como parte do programa de stock options antes do anúncio do prejuízo no primeiro trimestre do ano passado, provocado pelas perdas na divisão  BenQ Mobile, que a empresa de Taiwan comprou da Siemens um ano antes.

Desde então, as ações da companhia despencaram na bolsa e tais executivos teriam se beneficiado com a venda antecipada.

O diretor financeiro da BenQ, Eric Yu, não teve o direito à pagamento de fiança e é mantido em custódia, segundo comunicado da companhia, que afirma estar cooperando com todo o processo de investigação na Justiça.

A prisão dos executivos causou nova queda no valor das ações da empresa, de 6,8% no pregão de ontem, na Bolsa de Valores de Taiwan, além de ressuscitar o caso BenQ Mobile, quando a história parecia já ter chegado ao fim.

Em 2005, a Siemens pagou 250 milhões de euros para que a BenQ assumisse a divisão deficitária de celulares da companhia, que acumulava perdas de 1 bilhão de euros.

A companhia asiática fez planos de remodelar a atuação na telefonia móvel para eliminar as perdas, mas um ano depois admitiu que não conseguia equacionar o negócio. A BenQ Mobile foi fatiada e leiloada.

No Brasil, entretanto, a companhia alega que nada mudou. A assessoria de imprensa da BenQ afirma que a corporação não desistiu da telefonia móvel e que a subsidiária brasileira passou, com o fechamento da unidade alemã, a se reportar diretamente à Taipei, em Taiwan.

Segundo a assessoria, a marca vende seus aparelhos a todas as operadoras do padrão GSM no País e mantém em Manaus (AM) a fábrica e o centro de pesquisa e desenvolvimento.

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