Telecom
Para analistas, TIM está imune a possível afastamento do presidente
Decisão da CVM, para a qual ainda cabe recurso, não teria impactos no dia-a-dia ou no desempenho da operadora de celular.
Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD
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Pelo menos na opinião de dois analistas do setor de telecomunicações ouvidos pelo COMPUTERWORLD, um possível afastamento do presidente da TIM, Mario Cesar Pereira de Araujo, não teria impacto no desempenho da companhia ou de suas ações no mercado.
O colegiado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) divulgou ontem a decisão de um processo cuja investigação se desenrolava desde 2002, quando a Tele Centro-Oeste Celular (TCO) financiou dívidas da controladora Fixcel/Splice. Na época, Araujo presidia a TCO e, por isso, teve seu nome envolvido. A decisão, no entanto, é passível de recurso.
Para Eduardo Roche, do Banco Modal, "a empresa é vista como um case de sucesso, principalmente quando comparada às rivais de mesmo porte, como Vivo, mas uma possível saída do presidente não seria o fim do mundo".
Segundo ele, Mario Cesar Pereira de Araujo é uma figura importante para a companhia, "mas o sucesso da TIM não veio de uma pessoa só", acrescenta.
Felipe Cunha, do banco Brascan, também considera que o impacto para os papéis da TIM de uma possível saída do atual presidente "seria próximo de nulo". Ele pondera que, "ainda que ele seja extremamente importante para a companhia, a atual administração da TIM não está sendo discutida ou contestada".
Ambos os analistas lembram que o episódio é de 2002 e que hoje Araujo está à frente de outra companhia. A TCO foi absorvida pela Vivo.
"A TIM hoje alia muito bem uma estratégia de crescimento com rentabilidade", diz Cunha. Por isso, ele conclui que "por mais que Araujo seja o representante maior de uma estratégia bem sucedida, sua eventual saída não seria nenhum trauma".
Procurada, a TIM informou, através de sua assessoria de imprensa, que não iria se manifestar sobre o assunto.
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