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Telecom

Por que todos estão de olho na Telemig Celular

O presidente André Mastrobuono revela os atrativos da operadora mineira, cobiçada pelas rivais.

Por Daniela Moreira, do IDG Now!

22 de março de 2007 - 18h22
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Se for verdade que os melhores perfumes estão nos menores frascos, a Telemig pode ser considerada uma fragrância rara na telefonia celular brasileira. Apesar das óbvias desvantagens em competir com rivais de porte nacional - como Claro e TIM - ou mesmo regional - como Oi e Brasil Telecom -, a “operadora de um Estado só” (Minas Gerais) tem qualidades que a destacam dos titãs com quem já se acostumou a duelar. Entre elas estão um alto grau de satisfação dos clientes com os serviços prestados, finanças equilibradas e uma marca de prestígio na sua área de atuação.

Apesar destes atributos, a operadora vinha trilhando uma trajetória de perda de participação de mercado mês a mês, resultado de um longo período de indefinição sobre o seu futuro. Embora sempre tenha sido uma forte candidata à venda, justamente por estar isolada em uma arena em que os gigantes dominam, os recentes atritos entre seus acionistas - de um lado o Opportunity e de outro o Citigroup e os fundos de pensão - fizeram com que a operadora passasse por uma fase de poucos investimentos para conquistar clientes e inovar em serviços.

Mas com a contratação do banco Merrill Lynch em janeiro para coordenar a venda da operadora de um lado, e com o estabelecimento de uma gestão focada na operação desde outubro passado, quando o Citi assumiu o controle operacional da Telemig e contratou André Mastrobuono, ex-Vivo, para a presidência da companhia, a operadora parece ter encontrado novo fôlego, ao menos para barrar o avanço da concorrência.

Foco na operação

Mastrobuono dá o tom da nova gestão da Telemig. “Não administro a empresa como se estivesse sendo vendida, até porque o que é vendido é o controle das ações. A operação não muda. Trabalho para capturar na operação todos os potenciais de valor que identifico”, defende.

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