Telecom
Operadoras e Metrô acertam detalhes da rede móvel em São Paulo
Operadoras dividirão investimento para implantar a rede e pagarão aluguel à Companhia do Metropolitano.
Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD
As operadoras Vivo, TIM e Claro estão reunidas na tarde de hoje com a direção da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) para acertar os detalhes do acordo com que pretendem implantar uma rede no percurso das linhas de trens e, assim, permitir que o usuário possa falar ao celular enquanto viaja pelo transporte público.
Os cerca de 3 milhões de passageiros que diariamente usam os trens do Metrô em São Paulo poderão gerar, segundo cálculos da Vivo, entre 400 mil reais e 500 mil reais mensais de ICMS para o Metrô, que ainda vai receber um aluguel das operadoras, de valor não revelado.
Segundo Sérgio Assenço, vice-presidente de regulamentação da Vivo, o investimento para a implantação da rede será entre 12 milhões de reais e 15 milhões de reais, divididos entre as três operadoras.
Segundo ele, "após a liberação do Metrô, a rede poderá começar a operar em seis meses", afirmou. Ele espera que a assinatura aconteça ainda neste mês.
Ao contrário do Rio de Janeiro, onde cada operadora implantou sua rede e o serviço funciona desde 2001, em São Paulo existirá apenas uma, compartilhada entre as três companhias.
A última tentativa do Metrô de promover uma licitação para a rede móvel, iniciada no final de 2005, foi declarada "frustrada" pelo departamento de compras da companhia em agosto do ano passado.
A única companhia que se habilitou ao processo, a CCBR-Catel, empresa que presta serviços de digitalização, instalação de antenas de telefonia e inspeção veicular, não conseguiu atender aos requisitos do contrato no tempo previsto.
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