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Associação critica ministério das Comunicações, mas pasta refuta acusações

Para entidade, ministério associou sua proposta de uso dos recursos do Fust à da Intervozes de forma leviana. Assessoria, entretanto, diz lamentar a interpretação.

Por COMPUTERWORLD

27 de março de 2007 - 15h35
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Na semana passada, o ministério das Comunicações publicou, através de sua assessoria de imprensa, uma nota intitulada ‘Manifesto entregue à Câmara pede aplicação de Fust em banda larga’. Na nota, no entanto, segundo a associação Intervozes, "o ministério manipula informações" ao afirmar que o manifesto entregue pela entidade 'reforça a proposta do ministro das Comunicações, Hélio Costa, de usar os recursos do fundo para universalizar o acesso à internet banda larga’.

Segundo comunicado distribuído pela Intervozes, "não é verdade que a proposta reforce a do ministro das Comunicações porque simplesmente desconhecemos qualquer proposta efetiva do ministro para aplicação efetiva do Fust".

De acordo com a associação, a afirmação foi feita explicitamente à assessora de imprensa do ministério por Gustavo Gindre, associado ao Intervozes e entrevistado na nota, quando perguntado sobre o tema.

De acordo com a nota, a coincidência de linhas gerais (universalização da banda larga) "não implica em reforço algum, até porque de fatos concretos temos os mesmos: o fundo continua parado e sem uso, mesmo depois de dois anos de gestão do atual ministro", reitera o comunicado.

Na segunda parte da nota distribuída pelo ministério na semana passada, há a sugestão de que as duas propostas convergem ao estabelecer um Conselho de Universalização.

"Novamente há aqui manipulação das informações. O conselho previsto na proposta do Intervozes conta com participação ampla da sociedade civil, visando à democratização da gestão. Já na proposta do ministério, conforme relato na própria nota em questão, o conselho é composto só por membros do governo e da Anatel, o que mantém a tradicional centralização", compara a associação.

Procurada, a assessoria de imprensa do ministério reiterou que a posição do ministério sempre foi a de ampliar o acesso da população à banda larga através do Fust. Segundo a assessoria, a pasta "lamenta muito as declarações da nota" da Intervozes e considera que, se a entidade também defende o uso do Fust na banda larga, ambas têm a mesma posição a respeito.

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