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Telecom

Governo seleciona 6 companhias nacionais para transferir tecnologia no projeto Giga

Nomes das escolhidas só serão divulgados na próxima quarta-feira pelos ministros das Comunicações e da Ciência e Tecnologia.

Por COMPUTERWORLD

02 de abril de 2007 - 18h43
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Os ministérios das Comunicações e da Ciência e Tecnologia escolheram as seis companhias nacionais para quem serão transferidas as tecnologias desenvolvidas dentro do projeto Giga (projeto de convergência tecnológica de redes IP e redes ópticas de alta velocidade).

Os nomes das seis companhias, no entanto, só serão divulgados na próxima quarta-feira, em evento no ministério das Comunicações, quando as duas pastas também detalharão os critérios para a escolha das companhias.

Segundo informações divulgadas hoje pelo ministério das Comunicações, a seleção das empresas baseou-se na avaliação de capacidade técnica, desempenho financeiro e modelo de gestão. Empresas que já produziam sistemas ópticos ou que estejam apostando fortemente neste mercado também foram consideradas.

A transferência de tecnologia vai permitir às empresas selecionadas condições de oferecerem equipamentos avançados às operadoras de telecomunicações, proporcionando a evolução das redes ópticas no país, segundo o comunicado.

O projeto Giga recebeu investimento de 55 milhões de reais a partir de recursos do Funttel (Fundo para Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações). Uma parceria entre o CPqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações) e a RNP (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa) montou uma plataforma de teste que conecta cerca de 20 instituições brasileiras em uma distância de 750 km.

A idéia do governo é que a rede impulsione serviços como de telemedicina, teleducação, entretenimento e estudos de prospecção de petróleo, por exemplo.

A rede experimental batizada de Projeto Giga, que entrou no ar em 28 de abril de 2004 entre São Paulo e Rio de Janeiro, permite velocidades até 400 vezes maiores que as médias oferecidas pelas linhas ADSL das operadoras e podem representar um custo 30 vezes inferior que a internet tradicional.

As empresas Telefônica, Intelig, Telemar e Embratel, que doaram as fibras ópticas ao projeto, poderão ter acesso privilegiado aos desenvolvimento feitos, mas, se quiserem usá-los comercialmente, deverão pagar pela propriedade intelectual dos pesquisadores, segundo informado pelos ministérios na época.

Só existem redes similares hoje no Canadá, na França, Japão e Coréia, enquanto o Chile tem planos de instalar a sua.

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