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Telecom

Analistas questionam eficácia da nova proposta de reestruturação da Telemar

Mais polêmica à vista na proposta que a Telemar apresenta ao seu conselho de administração no próximo dia 20 de abril, em nova tentativa de reestruturação societária.

Por COMPUTERWORLD

11 de abril de 2007 - 13h15
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Pelo menos três analistas que acompanham o setor de telecomunicações apontam mais dúvidas que certezas na proposta que a Telemar encaminhará ao seu conselho de administração no próximo dia 20 de abril, onde a companhia pretende fazer uma oferta pública pelas suas duas subsidiárias Tele Norte Leste e Telemar Norte Leste.

A proposta chega quatro meses depois que a companhia viu ser rejeitada pelos acionistas uma proposta de unificação das três companhias e pulverização do capital no Novo Mercado da Bovespa. O que desagradou os acionistas na época foi a diferença de cerca de 260% entre os preços oferecidos pelas ações ordinárias e as preferenciais.

Desta vez, a companhia sugere que a Telemar Participações invista cerca de 11,2 bilhões de reais para adquirir as ações das outras duas subsidiárias, mas não fala em fechamento de capital, por enquanto.

Os preços oferecidos embutem valorização de 11,2% e de 11,5% sobre as cotações de ontem da Tele Norte Leste e da Telemar Norte Leste, respectivamente.

Os analistas do banco Brascan, no entanto, afirmam que "resta saber se o nível de adesão à oferta será suficiente". Segundo o relatório do banco, "os próprios preferencialistas podem eventualmente não aceitar" caso visualizem uma chance de valorização mais alta, em uma suposta fusão com a Brasil Telecom, por exemplo, ou em um cenário de mudanças regulatórias.

A Merrill Lynch, inclusive, chega a citar em seu relatório, que "a possibilidade da oferta se completar é baixa", primeiro porque a empresa condiciona a oferta à aquisição de pelos menos dois terços das ações preferenciais da Tele Norte Leste e também porque não vê grandes diferenças entre essa proposta e a que foi rejeitada em dezembro.

Segundo os analistas da Merrill Lynch, ainda que não tenha grande discrepência entre o valor das ON e das PN, como na proposta anterior, a atual vai exigir, da mesma forma, que "os detentores de PNs paguem um preço alto para ter acesso aos fluxos de caixa da companhia", segundo o relatório.

Já os analistas da Ativa Corretora ponderam sobre o nível de endividamento que será necessário para a oferta. "O volume financeiro das duas ofertas equivale a cerca de 11,2 bilhões de reais, que consideramos bastante elevado para a Telemar Participações", pondera o relatório da instituição. O grupo tinha 4,68 bilhões de reais em caixa no final de 2006.

Além disso, a Ativa também considera que "o preço ofertado é inferior" aos preços estimados por eles como justos para as duas ações, de 42,10 reais para Tele Norte Leste e de 66,57 reais para a Telemar Norte Leste até dezembro deste ano.

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