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Telecom

Cade nega pedido da ABTA e TVA mantém acordos comerciais com a Telefônica

Associação pedia uma medida cautelar para que as duas empresas interrompessem as ações conjuntas de venda de serviços.

Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD

25 de abril de 2007 - 19h06
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O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) indeferiu hoje um pedido de medida cautelar protocolado pela Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA) para que a TVA e a Telefônica interrompessem o acordo comercial para oferta conjunta de serviços de TV e banda larga.

A Telefônica aguarda autorização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para adquirir parte do controle da TVA e, para isso, a companhia deverá se dividir em três de forma a não ferir a regulamentação.

Segundo Leila Loria, diretora superintendente da TVA, o Cade entendeu que não havia perigo que justificasse uma medida cautelar.

Na sua avaliação, "foi uma estratégia inteligente da concorrência para atropelar o processo e segurar a chegada de um concorrente novo", já que, normalmente, o processo passa primeiro pela Anatel e, de acordo com a avaliação da agência, segue para o Cade, como explicou a executiva.

Segundo ela, "do ponto de vista regulatório é muito difícil que a Anatel não aprove" a venda para a Telefônica em função da estrutura montada para atender à lei. A empresa propõe separar em uma companhia a operação do estado de São Paulo, da qual a Telefônica só compraria 19,9% porque detém concessão pública no estado.

Em uma segunda empresa ficariam as demais operações de cabo, das quais a Telefônica compraria 49% em função da limitação ao capital estrangeiro na Lei do Cabo. Já na terceira empresa ficariam todas as operações de MMDS da TVA, das quais a Telefônica poderia assumir 100%.

Ela citou o caso da NET com a mexicana Telmex, que teve o aval da agência. "Há anos estamos procurando um parceiro na área de telecomunicações. Eles [a NET] já tiveram o deles", afirmou. "Hoje o que existe é só um acordo comercial", reiterou Leila.

A executiva mantém a expectativa de que a Anatel avalie o processo até o final deste semestre. A agência já negou a anuência para que a Telemar assuma a Way TV, mas ainda não avaliou a compra da Vivax pela NET e nem o acordo entre TVA e Telefônica.

Procurada, a ABTA informou, através de sua assessoria de imprensa, que não poderia se manifestar sobre a decisão. Ela pedia que os acordos comerciais fossem interrompidos porque alega que eles caracterizam, na prática, que já existe controle da Telefônica na operadora de TV paga do grupo Abril.

Opinião do Leitor [1 comentários]

UMA PENA

DEPOIS QUE A TVA SE JUNTOU COM A TELEFONICA, FICOU UMA PORCARIA:
. A TVA DIGITAL ESTÁ DIGITALIZANDO
. A INTERNET DE 2 MGAS, ESTÁ CONECTANDO A 100 KB/s
. JÁ TENHO UMAS 20 RECLAMAÇÕES, INCLUSIVE NA ANATEL E SÓ FALAM QUE OS ENGENHEIROS ESTÃO TRABALHANDO, MAS NÃO DÃO SEQUER PRAZO PARA SOLUÇÃO, MAS AS MENSALIDADES ESTÃO SENDO DEBITADAS RELIGIOSAMENTE EM DIA.
. PARABÉNS AO CADE!
ASSINANTE: 5919517
ROBERTO ANDRADE - 26 Abr 2007, 06h58
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