Telecom
Nokia Siemens admite que receita do setor no Brasil poderá cair este ano
Companhia projeta 2,7 bilhões de euros de negócios em todo o Brasil em 2007, cifra que repetiria o desempenho de 2006, mas que inclui negócios na terceira geração.
Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD
A Nokia Siemens, cujas operações tiveram início em 1 de abril deste ano, admite que, diante da perspectiva de que os leilões de terceira geração não aconteçam em 2007 ano no País, a receita de todo o setor de equipamentos seja menor que a de 2006.
A companhia projeta negócios de 2,7 bilhões de euros no País - para ela e as concorrentes -, cifra estável em relação ao ano passado, mas que inclui negócios nas redes de terceira geração. Caso nenhum entre na carteira da companhia este ano, a receita será menor.
A estimativa é de um crescimento médio de 9% entre 2007 e 2011 na América Latina, com base em dados de institutos de pesquisas, mas quer superar essas metas. Segundo Armando Almeida, CEO da companhia para a região, a companhia será "bastante agressiva".
Ela, entretanto, não divulga seus números por região, enquanto a receita mundial foi de 17,1 bilhões de euros em 2006.
Almeida afirma que o momento é delicado porque "a indústria está em transição" e vive um momento de intensa competição, "que se acirrou com a chegada dos chineses", segundo o executivo.


