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Nokia Siemens descarta prejuízo da imagem com atraso na operação e escândalos

Companhia afirma que episódio da Siemens foi caso isolado e que demora no início da operação não afetou contratos.

Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD

25 de abril de 2007 - 16h26
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A Nokia Siemens, cujo início da operação foi atrasado em três meses por conta dos escândalos envolvendo funcionários da Siemens, descarta que tanto a demora quanto o episódio na sócia afetem os negócios da companhia, que unificada soma uma receita de 17,1 bilhões de euros em 2006.

Segundo o executivo português Armando Almeida, que assumiu o posto de CEO da Nokia Siemens na América Latina após a saída de Fernando Terni da companhia, afirmou que "os clientes passaram por cima desse acontecimento de modo relativamente rápido, sem nenhum cancelamento".

No caso dos funcionários e acionistas, eles estão recebendo um treinamento a partir de um pacote que é uma espécie de código de ética, "que tem o que pode e o que não pode fazer", disse ele. "Começamos com o pé direito", disse ele.

Aluizio Byrro, country manager da companhia para o Brasil e presidente do conselho da Nokia Siemens para a América Latina, reiterou que "foi um fato isolado [o episódio da Siemens]". Segundo ele, "anteontem as ações da Siemens atingiram o recorde em sua história", o que demonstra que a imagem da companhia não foi afetada.

Hoje, como reflexo do episódio na Siemens, o CEO da companhia alemã, Klaus Kleinfeld, afirmou que não irá renovar seu contrato com a fabricante, que termina em 1º de outubro próximo.

Almeida chegou à Nokia em 2005, onde era vice-presidente da área de serviços e líder da conta América Móvil. Antes da Nokia, atuou na HP e na Compaq.

Já Byrro construiu sua carreira na Siemens, onde entrou em 1972 e saiu para assumir o posto na Nokia Siemens.

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