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Fapesp e Telefônica fazem convênio para apoiar pesquisas em TI e telecom

A Fapesp ficará encarregada da coordenação e da seleção dos projetos de pesquisa, enquanto a Telefônica vai ceder uma rede de fibra óptica e investir mais de 300 mil reais no financiamento dos projetos.

Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD

26 de abril de 2007 - 12h59
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ATUALIZADA ÀS 14H40 - A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e o Grupo Telefônica anunciaram na manhã desta quinta-feira (26/04) um convênio de cooperação para o desenvolvimento de pesquisas na área de TI e comunicações.

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A Fapesp ficará encarregada da coordenação dos projetos e destinará 4 milhões de reais em recursos para financiá-los por ano em um horizonte de 36 meses. A Telefônica vai ceder uma rede de fibras ópticas dedicada especialmente para as pesquisas com aproximadamente 3,3 mil quilômetros - avaliada em 30 milhões de reais - integrando centros de pesquisa e laboratórios.

Além disso, a Telefônica anunciou investimentos de 390 mil reais distribuídos ao longo de três anos para o financiamento de bolsas de mestrado e iniciação científica. Os pesquisadores interessados em participar do projeto deverão seguir temas pré-determinados pelas duas entidades. As pesquisas podem ser de natureza básica - que buscam entendimento dos processos complexos -, ou aplicada, destinada ao desenvolvimento de produtos ou serviços.

“O grande interesse da Fapesp é promover o desenvolvimento científico e tecnológico no Estado de São Paulo e acredito Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fapesp.

Os projetos serão avaliados por um comitê gestor composto por três representantes da Telefônica e outros três da Fapesp. A aprovação estará condicionada à proximidade que a temática tiver com os propósitos da Telefônica, explica Lopes. A chamada para a participação no projeto já está publicada no site da Fapesp.

De acordo com Lincoln Egydio Lopes, superintendente de inovação tecnológica da Telefônica, o produto das pesquisas será negociado caso a caso. Dependendo do interesse, a Telefônica poderá propor ao pesquisador uma negociação sobre o direito de patentes ou uma reserva de mercado pontual para explorar o produto que possa ter sido desenvolvido. Brito, da Fapesp, explica porém que esses detalhes deverão ser acertados antes mesmo da execução do projeto de pesquisa.

“A primeira grande expectativa é criar uma rede grande de conhecimento e fazer com que o mercado de pesquisa se mova de acordo com as necessidades da indústria de TI, além de fazer surgir boas idéias, como o Google ou um YouTube”, explica Lopes, da Telefônica.

Após a oficialização da parceria realizada nesta quinta-feira, os pesquisadores terão até o dia 26 de junho para enviar as propostas, que podem ser de duas espécies. O primeiro tipo é destinado exclusivamente a pesquisadores e universidades e a segunda divisão prevê projetos de universidades associadas a empresas.

Após este período, o comitê gestor vai analisar as propostas durante três meses e a partir de 26 de setembro começam efetivamente os projetos de pesquisa.

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