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TV pública quer explorar convergência com outras mídias da era digital

No Fórum Nacional das TVs Privadas, secretário do Ministério da Cultura afirma que interatividade e convergência com celulares serão os diferenciais da emissora pública.

Por COMPUTERWORLD*

09 de maio de 2007 - 14h25
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A TV digital poderá trazer novas oportunidades para a rede pública de televisão que o governo pretende criar. Segundo o secretário executivo do Ministério da Cultura, Juca Ferreira, o novo sistema será decisivo para ampliar a oferta de conteúdos culturais e educativos e proporcionar uma programação alternativa à das emissoras privadas.

Para Ferreira, a interatividade e a convergência com outras mídias, como os telefones celulares e a internet, serão algumas das grandes inovações da nova televisão pública.

"Muita gente acredita que a tevê pública será apenas uma soma dos conteúdos oferecidos pelos canais não-privados, mas, na verdade, é muito mais do que isso", avalia o secretário, um dos organizadores do 1º Fórum Nacional das TVs Privadas, que promove reunião em Brasília até a próxima sexta-feira (11/05).

Segundo o secretário, com a digitalização, o espectador poderá escolher pelo controle remoto a que atração quer assistir. "Haverá um banco de dados com diversos programas educativos e culturais para a pessoa escolher", explica Juca. "A pessoa poderá, por exemplo, assistir a um filme nacional sem intervalos, com várias opções de horários", acrescenta.

De acordo com Juca, esses conteúdos poderão tanto ser acessados individualmente como transmitidos em rede. "Em vez de seguir a lógica das emissoras convencionais, que têm boa parte da produção centralizada em grandes cidades, pretendemos montar uma rede horizontal, em que canais educativos das mais diversas regiões do país contribuam de acordo com as possibilidades", diz.

Na opinião do secretário, a TV digital fará com que os canais públicos desenvolvam novos formatos jamais testados. "A digitalização fará a televisão pública ter um papel inovador, principalmente ao estimular a produção de conteúdos educativos e culturais para os telefones celulares e os computadores", ressalta Juca.

Presidente da Associação Brasileira de Emissoras Públicas, Educativas e Culturais (Abepec), Jorge da Cunha Lima ressalta que a televisão pública proporcionará um ganho para a diversidade da programação, atualmente restrita a quem possui TV por assinatura.

"Hoje, é uma minoria da sociedade brasileira que tem diversidade de canais e conta apenas com a televisão comercial aberta, que tem um universo restrito", ressalta. "Nessas condições, a rede pública vai ser um diferencial perceptivo importante para o telespectador".

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