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Telecom

Investidores da Zoomp compram a BenQ Mobile no Brasil

Executivos vão assumir marca, centro de pesquisa e fábrica de celulares da companhia, segundo comunicado. Diretoria atual será mantida.

Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD

11 de maio de 2007 - 11h21
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Os executivos Enzo Monzani e Conrado Will, que adquiriram a Zoomp no ano passado, assinaram o termo de intenção de compra da unidade brasileira da BenQ Mobile, companhia que nasceu após a venda da divisão de celulares da Siemens para a BenQ, de Taiwan, mas cuja falência foi decretada após o insucesso da empresa asiática em reerguer a divisão.

Segundo comunicado distribuído há pouco, o acordo de uso da marca, bem como contrato para transferência das ações da unidade brasileira, estão em processo de assinatura, depois da realização de uma auditoria por parte dos investidores.

Depois do encerramento das atividades da BenQ na Alemanha, onde ela foi incialmente sediada, a operação da subsidiária brasileira passou a pertencer à BenQ Mobile BV, na Holanda. 

A marca e a estrutura de operações, que inclui um centro de pesquisa e desenvolvimento e uma unidade fabril em Manaus, serão mantidas, segundo o comunicado.

Denise Santos, atual presidente, continuará em seu posto, assim como os demais executivos e profissionais da empresa.

De acordo com a nota, a divisão brasileira da BenQ Mobile, apesar dos bons resultados em vendas, principalmente no varejo, "passou a ser influenciada pela situação mundial", que envolveu até a prisão de executivos da empresa de Taiwan para investigações de informãção privilegiada.

"A entrada de um novo investidor com larga experiência em processos de “turnaround”, relações estáveis com fornecedores em geral e mercado financeiro possibilitará a estruturação da companhia, o que vai assegurar a continuidade dos negócios no País e favorecerá a retomada de crescimento da empresa, bem como recuperação e normalização junto aos fornecedores e instituições financeiras", diz o comunicado.

Os aparelhos da marca raramente são vistos hoje nos pontos de venda das operadoras de celular e pessoas que acompanham o setor de telecomunicações chegaram a pensar que as atividades seriam fechadas no País, assim como aconteceu na Alemanha. 

O valor da transação não foi divulgado e os executivos da BenQ não foram encontrados até o momento para comentar a negociação.

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