Telecom
IPTV ganha vida na rotina corporativa
Vídeos passaram a ser avaliados nas estratégias de negócios das empresas. Muitas estão fazendo testes, outras tantas já adotaram, o que mostra que o IPTV veio para ficar.
Por Luiza Dalmazo, do COMPUTERWORLD
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A era da convergência está vivendo o compartilhamento da rede IP não só entre voz, dados e imagens, mas também com vídeos. Ainda não se pode dizer que o uso do IPTV (internet protocol television) é massivo, mas é verdade que empresas passaram a avaliar a solução dentro de suas estratégias de negócios.
Um dos maiores exemplos de como isso está acontecendo no Brasil é o projeto da General Motors. Diante da necessidade de aumentar a demanda do sistema de dealers – que funcionava via satélite desde 1984 – e frente à rede IP, que era velha conhecida dos usuários, a montadora decidiu migrar a rede terrestre MPLS (multiprotocol label switching – veja mais sobre o tema na página 28) e transmitir filmes via rede de internet.
Entretanto, logo no começo da iniciativa a empresa se deparou com a restrição de não poder aumentar os gastos com telecomunicações. Assim, três departamentos passaram a trabalhar em conjunto – tecnologia da informação, telecom e infra-estrutura – para encontrar a solução e viabilizar o IPTV.
A primeira medida de sucesso do grupo funcionou por meio de computação em grid, que permitiu uma distribuição integrada de filmes de pequena duração, de acordo com a disponibilidade da máquina de cada funcionário. O gerente de planejamento estratégico da GM, Hélio Silva, explica que é como se a máquina “dissesse” para o usuário que tem um filme da TV corporativa para mostrar. O sistema, então, entende quando a rede está ociosa e faz a transmissão.
Assim, há dois anos, vídeos do presidente anunciando os resultados e balanços trimestrais se tornaram uma realidade na rede IP da montadora. “Na seqüência aproveitamos essa cultura do uso dos filmes para transmitir comunicados e treinamentos rápidos e também para usarmos os aparelhos de telefone VoIP, que possuem múltiplas funções”, diz Silva.
Para que nada disso comprometesse as informações críticas que circulam na rede, a equipe buscou alternativas. Segundo Douglas Barul, gerente de infra-estrutura da GM, a solução foi adotar uma topografia com servidores regionais.
Dessa forma, ao invés de mandar o mesmo vídeo para cada funcionário, o sistema faz um escalonamento de distribuição – primeiro o conteúdo é enviado pela rede de longa distância (WAN) para um servidor e, a partir de lá, pela rede local (LAN) para cada usuário. “Nem sabemos o quanto deixamos de gastar em investimentos com infra-estrutura, porque seria inviável aumentar a banda e muito menos o link de satélite”, relata o executivo.
As inovações com a iniciativa são diversas. Uma delas foi a transmissão ao vivo para todos os empregados da corporação da recente feira Salão do Automóvel, num ano marcante para a empresa, que contava inclusive com a presença do presidente mundial da GM no evento. “Tudo foi transmitido ao vivo, via internet, e fez com que todos os funcionários vivessem aqueles momentos”, comemora Silva.
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