Telecom
Motorola vai privilegiar rentabilidade na briga por participação de mercado
Companhia americana, que disputa palmo a palmo a liderança do mercado brasileiro com a Nokia, diz que não vai entrar em guerra de preços pelo posto de primeira colocada.
Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD
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A Motorola admitiu hoje estar "tirando o pé" do mercado de mais baixo valor em celulares. A companhia, que disputa palmo a palmo a liderança do mercado brasileiro com a Nokia, afirmou que sua meta agora é a rentabilidade.
"Não vamos entrar em guerra de preços, queremos ser os líderes, mas não vamos prejudicar nossa rentabilidade por isso", afirmou Enrique Ussher, presidente da Motorola Brasil.
Segundo ele, "vai ser uma coisa mais racional", pelo menos do ponto de vista da Motorola. A companhia afirma ter ficado atrás da Nokia em janeiro, empatado com ela em fevereiro e ter recuperado a liderança local em março, segundo números da AC Nielsen que ela, entretanto, não apresentou.
Segundo Ussher, "o Brasil ainda tem muito espaço para crescer, mas isso vai depender de uma equação entre operadoras, fabricantes e o varejo, porque o acesso ao celular depende também do financiamento".
A companhia anunciou hoje o lançamento do Razr2, versão atual do modelo mais vendido da companhia. O primeiro Razr, lançado em 2005, já vendeu quase 97 milhões de unidades em todo o mundo e ainda tem uma média de comercialização de 100 mil unidades por dia.
Ussher admite, entretanto, que ese modelo, que chegará ao consumidor brasileiro em agosto a um preço superior a 1 mil reais, de acordo com a operadora, ficará restrito "a uns 3% da população" brasileira.
De qualquer forma, como hoje 80% das vendas de celular no Brasil são para trocas - e não para um novo usuário - a companhia vai focar sua atuação em modelos com mais recursos e, por isso, mais caros.
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