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Projeto proíbe empresas estrangeiras de distribuir conteúdo por meio eletrônico

Deputado quer que só brasileiros, ou empresas que tenham pelo menos 70% de capital nacional, possam produzir e distribuir qualquer conteúdo por meio digital.

Por COMPUTERWORLD*

25 de maio de 2007 - 16h36
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A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 70/07, do deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP), que proíbe estrangeiros de produzirem e distribuírem conteúdo por meio eletrônico no Brasil.

Nos termos do projeto, conteúdo é qualquer texto, fotografia, som, imagem e desenho, estáticos ou em movimento, independentemente da tecnologia ou suporte utilizado para sua captação, produção, armazenamento ou transmissão.

Pela proposta, apenas brasileiros, natos ou naturalizados há mais de dez anos, e empresas brasileiras, em que 70% do capital votante pertença àqueles brasileiros, poderão produzir e distribuir conteúdo por meio de sinais eletrônicos.

Hoje essas exigências só atingem emissoras de rádio e TV, que lutam pela exclusividade na prestação desses serviços, também disputados por empresas de telefonia. A Telefônica, por exemplo, já obteve aval da Anatel para atuar na TV via satélite, enquanto a Claro tem planos de oferecer programas de TV pelo celular.

"Temos a preocupação de manter o conteúdo nacional de comunicação social sob o controle [de brasileiros]", disse Marquezelli.

De acordo com o projeto, a administração, a responsabilidade editorial e a direção da programação das empresas que explorarem a produção e a distribuição de conteúdo por meio eletrônico só poderão ser exercidas por brasileiros natos ou naturalizados há mais de dez anos.

A proposta também determina que as restrições previstas às pessoas e empresas estrangeiras não sejam aplicadas às atividades das agências de publicidade e propaganda.

Quem desrespeitar as regras previstas pelo PL 70/07 será punido com multa, suspensão ou perda da autorização, da permissão ou concessão. Essas penalidades, à exceção da perda da permissão ou concessão, poderão ser aplicados pela autoridade competente, sem necessidade de processo judicial.

O projeto tramita em paralelo ao PL 29/07, do deputado Paulo Bornhausen (PFL-SC), que autoriza estrangeiros residentes no Brasil a atuar no setor de produção e distribuição de conteúdo.

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