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Telecom

Rede 'inteligente' de energia abre oportunidade para empresa de telecomunicações

Migração das redes de distribuição para novo modelo vai inserir comunicação nos ativos e criar oportunidade de acesso em banda larga.

Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD

29 de maio de 2007 - 09h00
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A tendência de que as companhias de energia migrem suas redes de distribuição para redes 'inteligentes' vai abrir oportunidades a operadoras de telecomunicações e, como conseqüência, criar novas oportunidades de acesso, como o uso da rede elétrica para banda larga.

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Segundo Pedro Luiz Jatobá, presidente da Associação de Empresas Proprietárias de Infra-estrutura e Sistemas Privados de Telecomunicações (Aptel), no conceito das redes inteligentes "vai ser imprescindível o uso maciço das redes de comunicação", que poderá ser feito via Power Line Communication (PLC) ou outras tecnologias, como GPRS (de celular) e WiMax (por ondas de rádio).

Com os recursos de comunicação na rede de energia, as utilities terão melhor estrutura de gerenciamento para seus ativos e sensoriamento do consumo. "Isso vai acabar tendo um impacto em toda a cadeia produtiva do setor elétrico". Segundo ele, "vai ser possível reduzir os investimentos na geração e transmissão graças à prevenção dos problemas".

Com essas economias, diz o presidente da Aptel, vai ser possível financiar a evolução das redes. "A grande questão que existia até agora entre as empresas de energia era saber por que fazer tal investimento se esse [a área de telecomunicações] não era seu negócio. Mas agora, elas percebem que as economias serão suficiente para financiar a migração", que ainda vai dar mais eficiência à rede, explica.

Além de prestar um melhor serviço ao consumidor, já que poderão colocar medidores inteligentes na casa de cada cliente, as empresas abrirão a oportunidade de prestar outro serviço ao assinante: o acesso à internet em banda larga, o que poderá ser feito diretamente ou em parceria com uma operadora.

"Essa situação abre oportunidades para o setor de telecomunicações e abre também a perspectiva  de trabalhar com forte convergência em algumas regiões", diz ele. Jatobá, entretanto, afirma que "os arcabouços regulatórios ainda são muito fechados", o que terá de ser revisto nessa nova realidade.

Segundo o executivo, algumas empresas de energia já estão com estudos avançados sobre redes inteligentes e, no próximo mês, "as primeiras já devem anunciar a migração", afirmou, sem revelar, porém, os nomes.

A Aptel, de acordo com Jatobá, está em "diálogo permanente" com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para discutir a adequação da regulamentação à existência de redes de energia com recursos de comunicação.

Segundo ele, "é preciso saber o que queremos da rede inteligente, se é preciso regulamentar e o que vai ser regulamentado".

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