Telecom
Área de inovação da Motorola 'namora' universidades brasileiras
Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD
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Algumas conclusões, no entanto, já ficaram claras para Tavish desde que ingressou na companhia. Uma delas é que “o laptop está sendo transferido para o celular” e que a alta velocidade de conexão está se tornando móvel.
Outro fato que os pesquisadores concluíram nos estudos foi que “os celulares precisam ser fashion” e que os softwares que promovam a interatividade precisam ser “cada vez melhores”, afirmou. A missão dos PhD é levar as tendências aos 25 mil engenheiros que trabalham na companhia.
O ESA tem, inclusive, um brasileiro em seu time. Eduardo Bicudo Cocozza, que ingressou na companhia em 1996, está no time desde 2003 e hoje ocupa a diretoria de desenvolvimento de negócios do ESA, sediado nos Estados Unidos.
Em 2005 ele foi designado para liderar um grupo de inovação no Brasil, equipe que também será implantada em Cingapura este ano, depois da China e da Índia.
A Motorola completa 10 anos de presença no mercado brasileiro este ano e, nesse período, investiu 250 milhões de dólares na operação. A companhia mantém cerca de 1 mil pesquisadores no País, dos quais 300 profissionais diretos e 700 ligados a quatro instituições e pesquisa com que ela mantém convênios.
Todo o desenvolvimento do software de troca de mensagens entre os aparelhos da Motorola, por exemplo, foi feito no Brasil.
Tavish, que hoje representa a Motorola no Massachusetts Institute of Technology e faz parte do Science Advisory Board Associates da companhia, admite que nem todas as idéias viram produtos de sucesso.
Alguns produtos do ESA vão para uma das três áreas de negócio da companhia – redes, dispositivos móveis e casa conectada – “mas outras não dão certo” e vão para o lixo. Mas isso faz parte do processo, afirma. “Todas as invenções e inovações devem estar relacionadas ao mercado”, explica. Por isso, elas precisam fazer sentido para o consumidor.
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