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Teles e radiodifusores: a caminho do diálogo

Depois de momentos de conflito explícito, operadoras de telefonia e companhia de radiodifusão dão sinais de caminhar para o entendimento.

Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD*

04 de junho de 2007 - 07h35
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O momento parece ser o do diálogo rumo ao entendimento. Esse foi o tom percebido por quem percorreu os debates do 51º Painel Telebrasil, realizado até o dia 1 de junho em Costa do Sauípe (BA). Operadoras de telecomunicações e empresas de radiodifusão adotaram um tom concliliador, e a própria Anatel dá sinais de que encaminha a regulamentação para que todos possam atuar - e se beneficiar - da convergência.

Desde que as operadoras de telefonia passaram a dar os primeiros passos para ampliar sua oferta com a inclusão de vídeos além da voz e do acesso à internet - o chamado triple play - operadoras de TV a cabo e empresas de radiodifusão regiram de imediato à possibilidade de ganhar essas gigantes multinacionais como competidores. "O que nos une é muito maior do que eventuais diferenças", afirmou, no entanto, o deputado federal Jorge Bittar (PT-RJ), da Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara. 

Outro membro da comissão, o deputado federal Walter Pinheiro (PT-BA), foi enfático: "eu não entendo quando se fala em conflito entre as operadoras e as empresas de radiodifusão. Se amanhã os celulares e computadores de mão estarão transmitindo sinais de TV aberta, quem é que vai produzir esse conteúdo? É lógico que são as mesmas produtoras de conteúdo da TV aberta hoje. É uma tremenda oportunidade de mercado a companhias como a Globo", destacou.

Esse parece ser o princial consenso: as operadoras de telefonia estão mesmo decididas a incluir a TV na sua oferta, mas deixaram claro no evento que a produção desse conteúdo não é o seu negócio - e sim o transporte e a distribuição ao cliente. "Fazer telecomunicações é ligar o ponto A ao ponto B, é distribuir e transportar o conteúdo. A questão da radiodifusão é outro ambiente, já está na Constituição", afirmou Carlos Henrique Moreira, presidente da Embratel.

"Nenhuma operadora no Brasil quer produzir conteúdo e, sim, distribuir esse conteúdo. Portanto, não há conflito", reiterou João Cox, presidente da Claro. Para Ethevaldo Siqueira, consultor da Telequest, "criar um conflito entre operadoras e produtoras de conteúdo é como criar um possível conflito entre hardware e software. Um não vive sem o outro", comparou. 

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