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Licença de telefonia fixa vai permitir que TIM ajuste oferta sem aumento de custos

Anatel explica que serviço TIM Casa da operadora enfrentava desafios regulatórios que impediam que a companhia restringisse o desconto a um único endereço.

Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD*

04 de junho de 2007 - 11h10
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A TIM ainda não se pronunciou sobre a conquista da licença de telefonia fixa em todo o País, anunciada no último final de semana pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), mas o conselheiro da agência José Leite Pereira Filho dá pistas de qual pode ter sido a estratégia da companhia nessa iniciativa.

Ele conta que o serviço TIM Casa, lançado pela operadora em setembro passado, enfrentou problemas regulatórios para que a companhia pudesse restringir o desconto só no endereço cadastrado pelo usuário. "A regulamentação exige que ela pratique o mesmo preço em toda a área coberta por aquela estação", explicou o conselheiro.

O serviço foi a estratégia da TIM para captar para si o tráfego de telefonia fixa, já que ela não dispõe de uma operação de telefonia fixa no mesmo grupo, como acontece com a Oi ou com a Brasil Telecom, por exemplo. No serviço, o cliente ou empresa cadastra endereços fixos nos quais pode ligar - do celular - para telefones fixos com tarifa reduzida.

Com a licença conquistada na semana passada, a companhia resolve o problema regulatório e ainda ganha condições de concorrer com as operadoras ditas 'convergentes' sem ter de fazer investimentos adicionais.

Como explicou o conselheiro Leite, "a partir dessa licença, o cliente da TIM poderá ligar do celular e acrescentar um dígito no número chamado. Dessa forma, a central de comutação já identifica aquela chamada como se fosse de fixo para fixo. Isso vai facilitar a concorrência da TIM com as empresas que têm fixo e móvel no mesmo grupo", afirmou Leite, que participou do 51º Painel Telebrasil, em Costa do Sauípe (BA), neste final de semana.

As operadoras concorrentes da TIM, presentes ao mesmo evento, preferiram não comentar a iniciativa da operadora. Mesmo as que não dispõem de operação fixa e móvel dentro do grupo, como Oi e Brasil Telecom, promovem iniciativas conjuntas com subsidiárias de sócios comuns. Esse é o caso da Vivo e Telefônica, por exemplo, e da Claro com Embratel.

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