Telecom
Avaya promete maior agressividade com entrada dos novos sócios
Companhia afirma que Brasil mantém participação entre os 10 países mais importantes para a companhia e que receberá investimentos da matriz.
Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD
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O executivo Cleber Morais, que há um mês assumiu a diretoria geral da Avaya no Brasil, disse ter sido "brindado" com a notícia, divulgada na noite de ontem, de que dois fundos de investimentos adquiriram o controle da companhia por 8,2 bilhões de dólares. Segundo ele, capitalizada, a companhia será ainda mais agressiva em sua estratégia de mercado.
De acordo com o executivo, não só ele como todos os funcionários foram "brindados" com a informação porque "o valor oferecido reflete o bom momento da Avaya, que hoje gera fluxo de caixa postivo em todos os trimestres e tem quase 1 bilhão de dólares disponíveis no caixa hoje", afirmou.
O valor pago, que embute um prêmio de 33% sobre a média do valor das ações da Avaya nos últimos 30 dias, demonstram essa posição, segundo ele. Nos últimos dias, em função dos rumores de que a companhia pudesse mudar de controle, os papéis também sofreram forte alta, de mais de 30%.
"Esse valor reflete o potencial da Avaya como líder do segmento de comunicações inteligentes", afirmou Morais, em entrevista ao COMPUTERWORLD. Segundo ele, o mercado endereçável de comunicações inteligentes, que ele chamou de "nova onda". gira hoje, em todo o mundo, entre 60 bilhões e 100 bilhões de dólares.
Além do valor pago pelos fundos TPG Capital e Silver Lake Partners, de 17,50 por ação, os novos sócios prometem uma injeção de capital na companhia. "Isso vai permitir que a Avaya continue a desenvolver novas tecnologias", afirmou o executivo.
Ele lembra que os dois fundos já aplicam recursos em companhias de TI, como a asiática Leonovo, o instituto de pesquisas Gartner e a fabricante Flextronics.
Segundo Morais, "o lado bom de tudo isso é que o Brasil está nesse contexto e faz parte dos 10 mercados mais importantes hoje para a companhia". O executivo afirmou que esteve em Miami (EUA) na semana passada para definir o plano de crescimento da subsidiária.
"No dia-a-dia da operação e na gestão da companhia, nada muda", ressaltou Morais. A empresa vai fechar o capital após a conclusão da compra e isso, segundo ele, "traz agilidade maior e uma visão estratégica de médio prazo" que as companhias de capital aberto nem sempre podem ter.
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